Florestas amazônicas não se recuperam sozinhas depois do fogo
Um artigo publicado na 6ª feira (4.set.2026) pelo The Conversation mostra como as florestas amazônicas se recuperam depois de queimadas.
Pesquisas indicam que a vegetação pode voltar, mas a intensidade e a frequência do fogo podem alterar a estrutura e a composição da floresta.
Savanas, campos e florestas de coníferas, formadas principalmente por árvores que produzem sementes em estruturas como cones, evoluíram com o fogo e dependem dele para manter sua diversidade.
A floresta amazônica de terra firme, no entanto, não tem a mesma relação com as queimadas.
O fogo era raro na região e ficava restrito a períodos de seca excepcional e ao manejo indígena.
Estudos realizados em Paragominas, no leste do Pará, mostraram que a floresta amazônica se tornou mais vulnerável ao fogo.
A transformação da floresta em pastagem e a exploração madeireira contribuem para aumentar essa vulnerabilidade.
A recuperação da vegetação também depende do uso anterior da área e da distância das fontes de sementes.
Locais onde o uso foi intenso podem ficar dominados por gramíneas, como capins e outras plantas de folhas estreitas que cobrem o solo.
Já áreas próximas a trechos de vegetação preservada favorecem a regeneração.
Pesquisas realizadas no Baixo Tapajós mostram os efeitos das queimadas recorrentes.
Em florestas manejadas por populações tradicionais na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns , a biomassa acima do solo caiu 44% depois de um incêndio e 71% depois de 2.
A riqueza da fauna também caiu pela metade depois de 2 incêndios.
A floresta madura se transformou em um mosaico dominado por espécies pioneiras de vida curta e por espécies menos sensíveis ao fogo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.