Petroleiros do Golfo ficam sem alternativas para exportar petróleo: 'Estas águas não são seguras'
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Na sexta-feira (11), militantes houthis apoiados pelo Irã ampliaram seu controle sobre o Mar Vermelho, ameaçando uma rota crucial para o petróleo bruto do Golfo Pérsico. Com isso, restaram poucas alternativas à região, já que o tráfego marítimo pelo estreito de Hormuz —antes o principal ponto de trânsito de petróleo do mundo— continua significativamente limitado e muito abaixo dos níveis anteriores à guerra.
E as exportações de petróleo da Arábia Saudita , há muito o mais importante produtor do Oriente Médio , despencaram no mês passado para o menor nível em pelo menos 13 anos.
A Marinha dos Estados Unidos tem conseguido manter o fluxo de petróleo pelo estreito de Hormuz em rotas marítimas próximas à costa de Omã , no lado oposto ao Irã. Mas isso tem exigido uma operação ampla e perigosa.
Para as companhias de navegação, a travessia do estreito, antes rotineira, tornou-se uma empreitada de alto risco. Pelo menos 23 navios foram atingidos na hidrovia próxima a Omã em julho e agosto. Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, pelo menos 22 marinheiros morreram no Oriente Médio.
"Estas águas não são seguras", disse Michelle Wiese Bockmann, analista da Windward, empresa de inteligência marítima.
À medida que a guerra no Irã se aproxima do sétimo mês, ela parece estar saindo do controle, disseram analistas. Sem uma solução diplomática à vista, o Oriente Médio, epicentro da produção de energia, enfrenta sua mais grave crise de abastecimento em décadas.
O governo Trump "tem usado diversos instrumentos com muita eficácia para conter os preços do petróleo e da gasolina", disse Amos Hochstein, que foi assessor de política externa e energia no governo Biden. Mas agora, afirmou, o presidente Donald Trump e sua equipe têm menos opções à disposição. "Eles estão de mãos atadas."
Na sexta-feira, os preços do petróleo superaram brevemente US$ 108 (R$ 553) por barril após a escalada dos ataques da milícia houthi apoiada pelo Irã. Isso representa cerca de 50% acima dos níveis anteriores à guerra. O preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 (R$ 20,50) por galão —mais de US$ 1 (R$ 5,12) acima do registrado um ano atrás. Também na sexta-feira, o custo médio do diesel, combustível essencial para o transporte rodoviário, a agricultura e a indústria, superou US$ 6 (R$ 30,73) por galão nos Estados Unidos .
Trump disse nesta semana acreditar que a guerra no Irã só terminaria depois das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, em novembro, mas afirmou que os preços da gasolina "despencariam" após a votação. Na verdade, disseram analistas, restam poucas opções ao governo Trump para encerrar a guerra ou reduzir os preços da energia.
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