Novo chefe de escritório dos EUA para América Latina já criticou Brasil por decisão do STF
Juan Pablo Segura, o novo secretário-assistente de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental Departamento de Estado O novo chefe do escritório do Departamento de Estado responsável pelas relações dos Estados Unidos com a América Latina já fez críticas ao Brasil.
No ano passado, ele usou uma rede social para sugerir que o país estava tentando censurar pessoas em solo norte-americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Juan Pablo Segura assumiu o cargo de secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental na sexta-feira (14).
Ele foi indicado para a função pelo presidente Donald Trump em abril.
O nome dele foi confirmado pelo Senado dos EUA neste mês.
Em fevereiro de 2025, Segura usou as redes sociais para criticar o Brasil, dias após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), multar o X por descumprimento de uma ordem judicial.
À época, Moraes multou a rede social em R$ 8 milhões por se recusar a fornecer dados cadastrais de um perfil na plataforma atribuído ao blogueiro Allan dos Santos.
O ministro também determinou que a conta fosse retirada do ar.
"Bloquear o acesso a informações e aplicar multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão", escreveu.
A publicação de Seguro foi comentada pelo bilionário Elon Musk, dono do X, que respondeu com emojis de apoio.
Novo cargo Já nesta segunda-feira, o novo secretário-assistente usou as redes sociais para afirmar que pretende trabalhar para colocar em prática a visão de Trump na América Latina.
"Junto com nossa excepcional equipe, impulsionaremos a visão do presidente Trump para que nossa região esteja a salvo dos cartéis e dos narcoterroristas, se gere prosperidade para os americanos e nossos associados e se assegurem nossas fronteiras", escreveu.
Segura assume o cargo em um momento de deterioração nas relações entre Brasil e EUA.
No dia 4 de agosto, por exemplo, os EUA revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
O governo norte-americano disse que a medida foi aplicada devido à demora do Brasil em conceder o aval diplomático para a nomeação de Daniel Perez como embaixador dos EUA no Brasil.
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