Time de MS sai em defesa de Tifanny após restrição no vôlei feminino
AVQ (Associação do Vôlei de Quadra de Campo Grande) manifestou apoio nesta segunda-feira (17) à jogadora Tifanny Abreu, de 41 anos, primeira mulher trans a disputar a Superliga Feminina.
O posicionamento ocorreu depois que a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) adotou critérios que impedem atletas transexuais de competir em determinados torneios femininos nacionais.
“Tifanny, nós aqui do Mato Grosso do Sul queremos agradecer por você ser pioneira no voleibol, trazer essa oportunidade para nós.
E nós aqui do Mato Grosso do Sul estamos formando hoje o primeiro time de meninas trans aqui do Estado de Mato Grosso do Sul.
Esse é um agradecimento pequeno do que a gente pode dar por você ter aberto portas para nós, porque o esporte salva vidas e o esporte tem inclusão”, afirmou uma representante do grupo.
A equipe sul-mato-grossense se apresenta como o primeiro time formado por mulheres trans em Mato Grosso do Sul.
Em publicação nas redes sociais, o projeto destacou a carreira da oposta como referência para jogadoras que passaram a buscar espaço na modalidade.
O grupo também declarou solidariedade às demais atletas afetadas pelos novos critérios.
“Tifanny já mostrou que lugar de mulher trans também é dentro da quadra.
Regulamentar não pode significar apagar trajetórias.
Competir não deveria significar deixar de existir”, publicou a equipe.
Entenda - A CBV anunciou a mudança na sexta (14) ao estabelecer uma nova política de participação nas categorias femininas do vôlei de quadra e de praia.
Pela norma, as jogadoras deverão passar por uma triagem genética e apresentar resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino.
Quem não comprovar o requisito não poderá atuar nas competições abrangidas pelo regulamento.
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