O excesso é aliado de Flávio
O excesso confunde.
Flávio Bolsonaro se manter viável não se justifica pela falta de informação, mas pelo seu contrário.
São muitas suspeitas, casos e investigações: milícia, rachadinha, mansão, chocolate, Master, Dark Horse.
Episódios, períodos e situações jurídicas diferentes, que, ao invés de ampliar a rejeição, embaralham a percepção.
Podem até parecer repetição, notícias velhas, pois têm sempre o mesmo protagonista bolsonarista.
Para todos esses casos, as mesmas respostas: isso é passado ou perseguição.
Está consolidado para bolsonaristas e antipetistas e reforça a impressão de ultrapassado.
Quando surgiram os áudios com Vorcaro, Flávio colecionou reações desastrosas.
Mentiu e foi desmentido muitas vezes.
Há que se reconhecer que o gerenciamento da crise melhorou.
A cobertura da imprensa não faz diferença (e os influenciadores de esquerda precisam mudar).
O eleitor está cansado de notícias de corrupção? Esse tipo de informação deixou de acrescentar significado para ser o ruído na disputa eleitoral? Esta são apenas duas variáveis em um cenário muito mais complexo.
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada hoje mostra que 43,8% veem aliados de Bolsonaro mais envolvidos no Master; 43,4%, os de Lula.
Empate técnico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.