Nunes diz que consultará STF sobre contrato de empresa ligada a Dark Horse
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta sexta-feira (11) que consultará o STF (Supremo Tribunal Federal) para saber se a Prefeitura deverá romper o contrato do programa de wi-fi público mantido com o ICB ( Instituto Conhecer Brasil ).
A organização é presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama , dona também da Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse” , filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nesta quinta-feira (10), Karina e o instituto foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal.
Na decisão que autorizou a Operação Make Up , o ministro Flávio Dino , do STF, suspendeu o direito de entidades e empresas investigadas de participar de licitações e contratar com o poder público.
Segundo Nunes, a administração municipal quer esclarecer se a determinação também alcança o vínculo já existente com o ICB .
O prefeito afirmou que, “em casos excepcionais”, o Supremo deve ser consultado.
Coordenador de Flávio pede fim de sigilo sobre fake news, INSS e emendas Dark Horse: Tarcísio diverge de Flávio e diz concordar com investigação PF suspeita que R$ 750 mil para produtora de Dark Horse vieram de emendas “Nós vamos consultar o STF se a empresa realmente não pode mais ter contrato com ninguém.
Se ele [Flávio Dino] tomou uma decisão sem antes verificar se ela [Karina da Gama] é culpada ou se ele já fez uma criminalização antecipada.
Se for antecipada, a gente vai ter que romper o contrato.
E deixar de ter 3.200 pontos de wi-fi nas comunidades e nas favelas.
Sempre respeitando aquilo que o Judiciário determina, mas da nossa parte está tudo dentro da legalidade”, afirmou o prefeito.
Nunes também declarou que eventuais irregularidades devem ser investigadas e responsabilizadas.
“Ninguém, nem ela, nem prefeito, nem jornalista, nem juiz, está acima da lei.
Se alguém cometeu algum erro , tem que pagar pelo erro que fez”, disse.
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