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Política

Um desastre vulcânico arrasou parte do Japão há 7.300 anos, mas algumas comunidades cresceram justamente depois da catástrofe

O Antagonista ·
Um desastre vulcânico arrasou parte do Japão há 7.300 anos, mas algumas comunidades cresceram justamente depois da catástrofe

Pesquisa revela que migração, recursos marinhos e diferenças regionais ajudaram comunidades japonesas a enfrentar uma das maiores erupções da pré-história

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma das maiores erupções vulcânicas dos últimos 11.700 anos devastou regiões do Japão, mas seus efeitos sobre a população foram surpreendentemente diferentes. Um estudo publicado em outubro de 2026 revelou que, enquanto algumas comunidades desapareceram após a erupção Kikai-Akahoya, outras continuaram crescendo, possivelmente graças à migração de sobreviventes e à adaptação aos ambientes costeiros.

Há aproximadamente 7.300 anos, o vulcão submarino Kikai, localizado ao sul da ilha japonesa de Kyushu, produziu uma erupção de proporções extraordinárias. O evento lançou enormes quantidades de cinzas e materiais vulcânicos, provocou fluxos piroclásticos e gerou tsunamis que atingiram regiões habitadas por comunidades da cultura Jōmon.

Essas populações dependiam da caça, pesca, coleta de plantas e exploração dos recursos naturais. A erupção destruiu extensas áreas de vegetação, comprometeu fontes de alimento e cobriu territórios com depósitos vulcânicos. Durante décadas, arqueólogos discutiram se a catástrofe provocou um colapso generalizado ou permitiu a continuidade de determinados assentamentos.

A nova pesquisa identificou diferenças importantes entre regiões próximas ao vulcão. No sul de Kyushu, populações que já apresentavam sinais de declínio sofreram perdas adicionais. Entretanto, no norte da ilha, comunidades que estavam crescendo antes da erupção mantiveram essa trajetória mesmo após os impactos ambientais.

Os pesquisadores consideram que deslocamentos populacionais podem explicar parte desse comportamento. Grupos provenientes das áreas devastadas possivelmente migraram para regiões menos afetadas, contribuindo para o crescimento demográfico e a reorganização das comunidades sobreviventes.

Um vídeo japonês sobre a erupção Kikai-Akahoya aborda seus impactos sobre as populações Jōmon e os deslocamentos humanos.

Uma explicação envolve a diferença entre os ambientes terrestres e marinhos. Florestas cobertas por cinzas poderiam levar décadas ou séculos para recuperar sua produtividade, enquanto determinados ecossistemas costeiros ofereciam alternativas alimentares. Comunidades deslocadas encontravam nesses ambientes oportunidades de pesca e coleta de recursos marinhos.

Essa mudança exigia conhecimento dos ciclos naturais, das espécies disponíveis e das técnicas necessárias para explorá-las. A chegada de migrantes também poderia ampliar redes sociais e promover intercâmbios culturais. Entretanto, os pesquisadores ressaltam que o crescimento populacional observado não comprova diretamente a quantidade de pessoas que migraram.

O estudo publicado na revista Science Advances , em 14 de outubro de 2026, reuniu pesquisadores das universidades de Cambridge, Lund, Kyushu e outras instituições.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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