Advogado diz que produtora de 'Dark Horse' não sabia origem do dinheiro que financiou produção e que filme buscava Oscar
Advogado diz que produtora de 'Dark Horse' não sabia origem do dinheiro usado no filme O advogado da empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que ela não sabia a origem do dinheiro usado para financiar a produção.
De acordo com Ricardo Sayeg, Karina apresentou o projeto a um fundo de investimentos que estruturou o financiamento do longa.
“Ela não sabia de absolutamente nada, ela apresentou o projeto, e o projeto foi materializado através do fundo”, afirmou o advogado em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (14).
Questionado se Karina sabia que o dinheiro estaria relacionado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e sobre uma eventual relação dele com o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sayeg respondeu que não. 🔎 Vorcaro está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras, envolvendo operações irregulares e negócios com o BRB (Banco de Brasília), que podem chegar a R$ 17,5 bilhões, segundo a PF.
A origem dos recursos usados para financiar "Dark Horse" é uma das questões investigadas pelas autoridades.
A Polícia Civil de São Paulo apura se recursos públicos recebidos pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), que também é presidido por Karina, foram repassados à produtora Go Up Entertainment e utilizados na produção do filme.
Segundo documentos da investigação, a polícia aponta suspeitas de possível desvio de recursos do programa WiFi Livre SP para custear atividades relacionadas ao longa.
Os investigadores também afirmam que a origem dos recursos privados usados na produção não teria sido devidamente esclarecida.
A defesa nega irregularidades e afirma que o dinheiro que entrou na conta da Go Up brasileira foi utilizado na produção do filme.
O advogado da empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que ela não sabia da origem do dinheiro usado para financiar a produção.
Reprodução Em maio, Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido recursos a Vorcaro para a produção, mas afirmou que não foi utilizado dinheiro público para a produção do longa-metragem.
Segundo o portal Intercept, Vorcaro chegou a pagar cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme "Dark Horse", e as negociações envolveram contatos diretos com Flávio.
Oscar de melhor filme internacional Na argumentação da defesa, o advogado também destacou a ambição internacional da produção: disse que se tratava de um filme de “primeiríssima linha” e que a produtora tinha como objetivo disputar o Oscar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.