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Trump compara IA à Revolução Industrial e anuncia futuro 'czar' do tema

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Trump compara IA à Revolução Industrial e anuncia futuro 'czar' do tema

O republicano também afirmou que está criando uma "Força de IA", que comparou à Força Espacial estabelecida durante seu primeiro mandato. Segundo Trump, a nova estrutura terá como objetivo apoiar o crescimento da indústria de inteligência artificial nos Estados Unidos. O presidente afirmou que seu governo não pretende "impedir ou sufocar" o desenvolvimento do setor e defendeu que eventuais irregularidades sejam enfrentadas por meio dos sistemas de Justiça criminal e civil já existentes.

Donald Trump classificou as críticas e preocupações em torno da IA como uma tentativa de prejudicar o desenvolvimento da tecnologia. Ele também voltou a defender data centers, que têm enfrentado resistência em algumas comunidades americanas devido, entre outros fatores, ao consumo de energia e aos impactos locais associados à rápida expansão dessas instalações.

Trump afirmou ainda que considera a inteligência artificial a próxima "Revolução Industrial" ou a próxima internet, mas com impacto ainda maior. Segundo ele, a tecnologia poderia chegar a representar até 25% do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos. O presidente não apresentou, na publicação, dados ou estudos que sustentem essa projeção.

A disputa com a China também foi usada por Trump para justificar sua estratégia. O presidente declarou que os Estados Unidos estão à frente do país asiático no desenvolvimento de IA e disse que pretende preservar essa liderança. Nos últimos dias, ele já havia argumentado que limitar o avanço da tecnologia americana poderia beneficiar Pequim.

A criação da nova estrutura ocorre após uma mudança no debate interno do governo Trump. Integrantes da administração têm discutido formas de ampliar a supervisão do setor, enquanto outros assessores defendem uma abordagem com menor intervenção do governo.

Já Bannon defendeu o rompimento dos vínculos dos Estados Unidos com o setor chinês de IA. A convergência terminou aí. Sanders defendeu negociações com Pequim para conter os sistemas mais avançados, enquanto Bannon propôs isolar o setor chinês de IA do ecossistema tecnológico americano. Seu plano prevê restringir o acesso chinês a componentes avançados, afastar cidadãos chineses dos laboratórios americanos de IA e impedir o acesso de entidades chinesas aos mercados de capitais dos EstadosUnidos.

Em Pequim, o jornal oficial rejeitou a ideia de que a corrida pela IA deva ser encarada como um jogo de soma zero. Ou seja, uma disputa em que o avanço de uma potência necessariamente implique perdas para a outra. O periódico afirmou nesta semana que a IA "não é um monopólio das grandes potências" e defendeu que Washington e Pequim cooperem na gestão dos riscos associados ao desenvolvimento datecnologia.

Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, têm reunião prevista para a próxima semana em Washington. Encontro ocorre num momento em que a IA desponta também como um dos temas centrais das conversas bilaterais.

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