Banco do Brasil fecha acordo, paga PLR e põe fim à paralisação; Caixa ainda mantém greve
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A maioria dos Bancários do Banco do Brasil decidiu aceitar a proposta final da instituição e encerrar a greve parcial da categoria que começou nesta quinta-feira (10) . Entre os avanços da negociação estão o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) em até 72 horas após a assinatura do acordo e o abono da paralisação do dia 20 de agosto.
Além disso, houve avanço na proposta relacionada ao plano de saúde, um dos principais impasses, o pagamento de R$ 3.000 por reconhecimento financeiro e a ampliação da licença-paternidade de 20 dias para 35 dias. No caso da Caixa Econômica Federal , os empregados do banco seguem em greve nacional, com as agências fechadas, e vão decidir sobre a proposta da instituição até as 23h desta sexta (11).
A Caixa promete ir à Justiça por dissídio coletivo se não houver aceite. O banco público afirma que avançou no que pôde, em especial no convênio médico, o principal problema. Funcionários dos Correios também iniciaram paralisação por tempo indeterminado por causa do plano de saúde.
Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), o acordo do BB foi aprovado na maioria das bases, incluindo Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC, Rondônia, Sergipe e Campinas, entre outras. Apenas 18 entidades seguem rejeitando a proposta.
"Foi um ciclo negocial importante, construído com muita participação e mobilização dos funcionários do Banco do Brasil. Com a aprovação por ampla maioria, vamos para a assinatura do ACT", afirma Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).
No BB, os bancários terão ainda o pagamento de R$ 3.000 para 71,5 mil funcionários de unidades de negócio e apoio, condicionado aos resultados do quarto trimestre de 2026 e deverá ocorrer em fevereiro de 2027.
No caso do plano de saúde, o BB fará adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados da Cassi. Além disso, se comprometeu a priorizar a contratação da Cassi para atendimento do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho) sempre que possível.
Outro ponto importante é o novo salário de referência da central de relacionamento, que passa de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027. No BB, a greve foi parcial e atingiu alguns estados. Em São Paulo, o funcionamento foi normal.
Segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), em assembleias na semana passada, 39 sindicatos os funcionários do BB aprovaram a renovação do acordo coletivo, dentre eles São Paulo, Curitiba e Niterói (RJ). Sessenta sindicatos decidiram retomar negociações e 27 optaram pela greve a partir desta quinta.
Houve também ampliação de licença-paternidade de 20 para 35 dias e aumento de auxílio para filhos com deficiência.
Na Caixa, o banco mantém a nova proposta até esta sexta-feira (11).
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