Quem indicou Alexandre de Moraes para o STF? Relembre processo
Alexandre de Moraes foi indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo então presidente Michel Temer, em 2017. Na época, Moraes era ministro da Justiça e foi escolhido para ocupar a vaga deixada por Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo.
Michel Temer indicou Moraes ao Supremo em 6 de fevereiro de 2017. O então presidente encaminhou o nome ao Senado para ocupar a cadeira que havia ficado vaga com a morte do ministro Teori Zavascki.
Moraes era ministro da Justiça do governo Temer quando foi escolhido. Ele se licenciou do cargo durante o processo de indicação. Antes de integrar o governo federal, havia sido secretário de Segurança Pública de São Paulo na gestão Geraldo Alckmin.
Ele era filiado ao PSDB na época. Moraes também havia ocupado cargos nos governos estadual e municipal de São Paulo e atuado como promotor de Justiça antes de chegar ao Ministério da Justiça.
Moraes passou por uma sabatina de quase 12 horas na CCJ do Senado. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou a indicação por 19 votos a 7 em fevereiro de 2017.
O plenário do Senado confirmou o nome por 55 votos a 13. Foram registrados 68 votos na sessão que aprovou a indicação feita por Temer.
Temer nomeou Moraes no mesmo dia da aprovação. A nomeação ocorreu em 22 de fevereiro de 2017, e Moraes tomou posse no STF um mês depois, em 22 de março.
Moraes assumiu a cadeira que havia sido de Teori Zavascki. Teori integrava o Supremo desde 2012 e morreu em janeiro de 2017, na queda de um avião em Paraty, no Rio de Janeiro.
Moraes voltou ao centro do noticiário por causa das investigações sobre o Banco Master. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, avalia incluir o colega na investigação depois que a Polícia Federal identificou conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do banco.
Mensagens recuperadas pela PF mostram Vorcaro procurando Moraes enquanto temia medidas contra ele. Em uma delas, o banqueiro perguntou, na véspera de sua prisão, se havia chance de a medida ocorrer na manhã seguinte. Em outra, questionou se seria possível "bloquear" uma eventual ação.
Mendonça pediu que a PGR se manifeste antes de decidir se inclui Moraes no inquérito. A Procuradoria-Geral da República foi intimada a analisar o material encaminhado pela PF.
*Com informações de reportagens publicadas em 01/09/2026 , 01/09/2026 e 06/02/2017 .
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