Pesquisas, EUA e fim da 6X1 em foco: o que faz Ibovespa ter nova queda nesta 5ª
O Ibovespa tem uma nova sessão de queda nesta quinta-feira (15), com o índice chegando a recuar mais de 1%, na casa dos 203 mil pontos.
O índice amenizou, mas ainda em queda, registrando baixa de 0,62%, a 205.221 pontos, às 11h16 (horário de Brasília).
“O mercado reage ao cenário eleitoral mais disputado, à alta do dólar e às preocupações com os impactos da redução da jornada de trabalho sobre os resultados das empresas”, avalia Antonio Patrus, CEO da Bossa Invest.
A pesquisa Quaest, que apontou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, aumenta a cautela dos investidores, principalmente em relação às perspectivas fiscais e econômicas para os próximos anos.
Flávio tem 46% das intenções de voto contra 44% de Lula.
A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai com reta final das eleições e fim da 6×1 Bolsas dos EUA operam mistas com novos dados no radar Ao mesmo tempo, a inflação persistente nos Estados Unidos mantém as dúvidas sobre a trajetória dos juros americanos, influenciando o fluxo de capital para mercados emergentes, como o Brasil.
Os EUA divulgaram nesta quinta os dados de preços ao produtor, que ficaram acima do esperado e registraram o maior aumento em quatro anos e meio em setembro, em meio ao aumento dos custos de bens e serviços, o que constitui o mais recente indício de que a inflação está se disseminando para além dos produtos energéticos.
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) para a demanda final subiu 1,3% no mês passado, o maior aumento desde março de 2022, após um aumento de 0,5% em agosto, informou nesta quinta-feira o Departamento de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho dos EUA.
Na véspera, o governo dos EUA informou que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em setembro, em linha com o projetado por economistas ouvidos pela Reuters.
No cenário doméstico, a aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado acrescenta pressão sobre setores intensivos em mão de obra, como varejo, supermercados, alimentação, hotelaria e serviços.
Leia também Taxas dos DIs sobem após pesquisa eleitoral e aprovação do fim da escala 6×1 O movimento, amparado ainda pela aprovação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6 x 1, contrasta com o exterior, onde os rendimentos dos Treasuries despencavam nesta manhã A redução da jornada sem diminuição salarial poderá elevar custos operacionais e comprometer margens de lucro, especialmente de empresas com menor capacidade de repassar preços.
“Por outro lado, a mudança também poderá estimular o consumo em setores como turismo, lazer e entretenimento, além de favorecer ganhos de produtividade.
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