Gigante dos supermercados admite problema nas lojas e explica o que pretende mudar
A rede de supermercados Kroger, a maior operadora de supermercados tradicionais dos Estados Unidos e a segunda maior força do varejo alimentar do país, enfrenta problemas. A rede não tem o mesmo poder de compra dos concorrentes, Walmart e Amazon.
O mesmo vale na comparação com a Costco, que tem um catálogo de produtos mais enxuto que amplia seu poder de negociação com os varejistas.
Já a Kroger depende diretamente da venda de alimentos para gerar lucro, a rede não usa esses produtos como isca para vender outras coisas.
A vantagem da rede está na proximidade com o consumidor. Embora o Walmart às vezes tenha lojas mais próximas em algumas regiões, a Kroger funciona, de forma geral, como um mercado de bairro, o que garante conveniência, mas nem sempre é suficiente quando os rivais praticam preços menores e oferecem entrega.
Gregory Foran, CEO da companhia, afirmou durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre da rede de supermercados que tem investido tempo percorrendo lojas da rede ao longo do primeiro ano no cargo, em busca de pontos de melhoria.
Segundo ele, a empresa avança em execução, mas ainda há trabalho a fazer dentro das lojas. Foran destacou que a disponibilidade de produtos nas prateleiras atingiu o maior patamar histórico da rede, assim como o índice de pedidos de retirada entregues corretamente.
“Precisamos ser implacáveis no controle de custos. Nossas equipes estão trabalhando com mais rapidez e urgência, e as compras e economias realizadas neste trimestre superaram as expectativas”
Para o diretor-executivo da GlobalData, Neil Saunders, a Kroger tem uma escala de operação poderosa, mas não conseguiu aproveitá-la ao longo dos anos por falta de agressividade e inovação. Na avaliação dele, a rede se tornou um supermercado de porte médio sem diferenciação clara.
“O resultado é que se tornou um supermercado comum, sem graça, que não se diferencia o suficiente. Não se destaca pelo preço. Não se destaca pela experiência. Não se destaca pelas marcas próprias. Não se destaca no comércio eletrônico como o Walmart”
Com faturamento de US$ 147,6 bilhões em 2025 e uma rede de aproximadamente 2.700 lojas, o grupo funciona como uma gigante plataforma multibandeiras. Em valor de mercado, a diferença de porte entre as empresas é bastante evidente, segundo dados da CompaniesMarketCap:
O CEO da empresa também citou movimentos da própria Kroger para baratear a experiência de compra, como a expansão da marca própria de entrada “Smart Way”, com mais itens e maior visibilidade nas lojas e no site.
A empresa também reformulou seu programa de fidelidade, trocando os antigos “Fuel Points” por um sistema unificado de pontos, que agora pode ser usado tanto em descontos no posto de combustível quanto diretamente na conta do mercado, na loja física ou on-line.
“No início deste trimestre, expandimos nosso programa de fidelidade e renomeamos o Fuel Points para simplesmente Points.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.