André Mendonça libera sigilo de investigações do caso Master em dia marcado por embates entre ministros do Supremo
André Mendonça libera 53 investigações sobre o caso do Banco Master A crise inédita no STF - Supremo Tribunal Federal teve novos capítulos turbulentos nesta sexta-feira (11).
O ministro André Mendonça atendeu a uma determinação do presidente, Luiz Edson Fachin, e liberou, ainda na noite de quinta-feira (10), o sigilo de 15 investigações sobre o caso do Banco Master.
Na noite desta sexta-feira (11), André Mendonça tornou públicas outras 38 investigações.
A sexta-feira foi marcada por uma guerra de ofícios entre ministros da Corte.
No despacho feito às 22h20 de quinta-feira (10), o presidente do STF, Edson Fachin, solicitou “a remessa, em HD próprio, à Presidência e aos gabinetes dos ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Petição 15.556, bem como o levantamento do sigilo (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados)”. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A petição citada é a investigação que levou à segunda prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Master, em março de 2026.
No despacho, Fachin faz a ressalva de que não deveriam vir a público “apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida”.
A resposta de André Mendonça veio uma hora depois.
O ministro listou o material que passou a ser liberado pelo gabinete.
Ao longo desta sexta-feira (11), ministros do Supremo e a Procuradoria-Geral da República fizeram vários pedidos a Fachin sobre o material que deveria ter o sigilo levantado e sobre a sessão de terça-feira (15).
O ministro Alexandre de Moraes quer a inclusão na sessão da análise do relatório de inteligência da Polícia Federal que questiona a condução de André Mendonça nos inquéritos das fraudes do INSS e do Banco Master.
Fachin havia convocado a sessão para discutir apenas o relatório que mostra a relação entre Moraes e Vorcaro.
Segundo Moraes, a realização de julgamento conjunto evitaria “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.
Moraes afirmou que Mendonça fez uma escolha seletiva do que viria a público e disse que ainda estavam sob sigilo 180 documentos.
Moraes solicitou ainda a intimação de todos os membros da magistratura citados, para que possam prestar informações e garantir as medidas necessárias para a defesa das prerrogativas do Poder Judiciário.
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