A onda de ataques ao Nordeste que tomou conta das redes após a eleição
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais desencadeou uma onda de manifestações contra o Nordeste nas redes sociais.
Levantamento exclusivo da Ativaweb DataLab para VEJA mostra que, nas 72 horas seguintes à votação, foram registradas 32,8 milhões de menções, links e compartilhamentos relacionados ao comportamento eleitoral da região.
Desse total, 82,2%, ou 27.025.889 manifestações, tinham tom crítico ao voto nordestino.
“Quando o Brasil passa a apontar o dedo para uma de suas regiões, a disputa eleitoral já ultrapassou a política e chegou à dignidade”, afirma Alek Maracajá, CEO da Ativaweb DataLab.
A reação ultrapassou a divergência sobre a escolha dos candidatos e passou a atingir os nordestinos como grupo.
A análise identificou mensagens que associavam a região à pobreza, à dependência de benefícios e à suposta inferioridade intelectual.
Também foram registradas comparações com animais e doenças e manifestações defendendo a separação do Nordeste do restante do país.
Continua após a publicidade O monitoramento considerou dados públicos de Facebook, Instagram, TikTok, X, Kwai e comentários do YouTube.
As manifestações partiram de usuários de diferentes partes do país, com presença relevante de perfis do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Continua após a publicidade Outro aspecto identificado pelo levantamento foi a reprodução desse discurso por parte de alguns nordestinos.
Publicações de pessoas que demonstravam vergonha da própria origem ou pediam desculpas por serem nordestinas também apareceram entre as manifestações analisadas.
Continua após a publicidade O volume alcançou uma média de 456 mil menções por hora, ou mais de 7.600 por minuto, ao longo dos três dias.
Os números contabilizam menções, links e compartilhamentos monitorados e não correspondem necessariamente à quantidade de publicações originais ou de usuários individuais.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.