Deputados do PT pedem ao STF investigação de Nunes Marques
Os deputados federais Rui Falcão (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) apresentaram nesta 2ª feira (12.out.2026) ao Supremo Tribunal Federal uma notícia de fato em que pedem a investigação do ministro Kassio Nunes Marques , presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Os congressistas querem apurar possíveis vínculos do magistrado e de pessoas próximas a ele com o Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro.
A representação menciona suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio, prevaricação e participação em organização criminosa.
Os deputados solicitam o envio dos fatos à Procuradoria Geral da República e pedem que o caso seja analisado pelo plenário do STF ou distribuído a um ministro que não tenha declarado impedimento ou suspeição em processos relacionados ao banco.
FATOS CITADOS Os deputados reuniram mensagens extraídas do celular de Vorcaro pela Polícia Federal, registros de processos e informações publicadas pela imprensa.
Um dos episódios é o julgamento de uma ação relacionada à Destilaria Alcídia.
Nunes Marques deu um voto favorável à tese de uma empresa credora em decisão que, segundo os congressistas, interessava economicamente ao Master.
O ministro diz que o banco não era parte no processo e contesta a relação entre seu voto e os interesses da instituição.
A representação cita mensagens que mencionam pagamentos de R$ 500 mil mensais associados ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro.
Os diálogos não comprovam que esses valores tenham sido pagos.
O escritório de Kevin recebeu R$ 281,6 mil da Consult Inteligência Tributária, empresa que recebeu R$ 6,6 milhões do Master no período analisado.
Kevin afirma que prestou serviços tributários à Consult e nega ter trabalhado para o banco.
Outro ponto é um contrato entre o Master e o escritório da advogada Camilla Ewerton Ramos, mulher do juiz federal Newton Ramos.
Os honorários, vinculados ao resultado de ações sobre precatórios, poderiam chegar a R$ 427 milhões.
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