Desinformação gerada por IA se infiltra na campanha das eleições legislativas nos EUA
À medida que se aproximam as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, a inteligência artificial ganha espaço na campanha e, com ela, a desinformação também aumenta.
Pesquisadores batizaram o fenômeno crescente de "slopaganda", ao qual recorrem tanto republicanos quanto democratas, embora sejam os correligionários de Donald Trump que mais investem nessa tecnologia para as eleições de 3 de novembro.
"A destruição de Israel e do Ocidente não é apenas um jogo para eles", afirma um narrador, antes de acrescentar: "É uma missão".
O candidato, que é muçulmano e filho de um egípcio, também aparece em uma foto de família, gerada por inteligência artificial, ao lado de quatro mulheres cobertas da cabeça aos pés por véus.
Uma organização ligada a Ted Cruz, senador republicano pelo Texas, é a responsável pelo vídeo, que traz um aviso informando que o material foi "criado, total ou parcialmente, com o auxílio de inteligência artificial".
Não existe nenhuma regulamentação em nível federal que obrigue a inclusão desse tipo de advertência, embora alguns estados tenham limitado o uso dessa tecnologia nas campanhas eleitorais.
Jon Ossoff, senador democrata pela Geórgia, considerou, no mês passado, que era "profundamente preocupante" observar o uso crescente desse tipo de conteúdo nesta campanha.
"É um caminho perigoso rumo à destruição da verdade no debate político", afirmou Ossoff ao canal C-Span.
A 'slopaganda' é "provavelmente mais eficaz na mobilização de eleitores ou na arrecadação de fundos do que na influência na eleição de um candidato", afirma em um relatório recente o Centro de Política Tecnológica da Universidade de Nova York.
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