Todas as eleições para o Senado na história da República
Em 1890, o Brasil republicano realizou sua primeira eleição para o Senado. Não há números oficiais do eleitorado brasileiro naquele ano. Sabe-se, porém, que no início da República os votantes representavam cerca de 2% da população, que era de pouco mais de 14 milhões. Com base nesses dados, estima-se que cerca de 300 mil brasileiros tenham participado da escolha dos primeiros 63 senadores.
Hoje, 136 anos e 36 eleições depois, o eleitorado é de 158,7 milhões, o país tem 27 unidades da Federação representadas e o Senado tem 81 membros. No caminho até aqui, foram sete Constituições, diversas regras eleitorais e formas de composição, diferentes arranjos políticos e transformações sociais.
Neste levantamento inédito, a Agência Senado reúne as informações sobre todas as eleições para a Casa na história da República. Criado em 1932, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) unifica as informações sobre as eleições ordinárias desde 1945. As eleições anteriores a essa data e as eleições suplementares estão documentadas de forma esparsa, mas as informações podem ser encontradas em documentos disponíveis nas Bibliotecas do Senado e da Câmara dos Deputados e nos tribunais regionais eleitorais (TREs).
No mapa abaixo, clique em cada estado para saber quem foram os senadores eleitos.
As primeiras eleições para o Senado da República ocorreram em 15 de setembro de 1890, pouco menos de um ano depois da proclamação. Os então 20 estados do Brasil e o Distrito Federal (que correspondia à cidade do Rio de Janeiro, capital do país), elegeram, cada um, três senadores para compor a Assembleia Constituinte que inaugurou o novo regime. A Assembleia foi instalada em novembro e, em fevereiro, promulgou a primeira Constituição republicana.
Uma das principais mudanças foi a forma de representação. No Senado do Império, o número de senadores de cada província estava relacionado à sua representação na Câmara dos Deputados. Com a transformação do país em uma federação, o Senado passou a assegurar representação igual para os estados. Cada um tinha direito a três senadores, independentemente de sua população. A Câmara dos Deputados, por sua vez, manteve a representação proporcional à população.
A Constituição também acabou com a vitaliciedade do cargo de senador, que vigorava durante o Império, e estabeleceu mandato de nove anos. A primeira composição foi uma exceção: em cada estado, o senador constituinte menos votado teve mandato de três anos, o segundo mais votado, de seis, e o mais votado, de nove anos. A distribuição dos mandatos em períodos diferentes permitiu a renovação alternada das cadeiras. A partir de então, a cada três anos, uma das três cadeiras de cada estado seria renovada. Os mandatos começaram a contar em 1891.
No Senado da Primeira República não havia suplentes de senador. Em caso de renúncia ou morte, uma nova eleição era realizada para escolher o substituto, que cumpriria o restante do mandato original.
A Revolução de 1930 interrompeu as atividades do Congresso Nacional e pôs fim aos mandatos dos parlamentares em exercício. O Senado foi recomposto em 1935, depois da promulgação de uma nova Constituição.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www12.senado.leg.br — o conteúdo pertence a Agência Senado.