EUA negam visto a deputado sul-coreano e barram visita oficial ao Havaí
EUA negaram visto ao deputado sul-coreano Jin Sung-joon e interrompem uma visita oficial de parlamentares a um comando militar americano no Havaí, segundo o jornal The Hankyoreh, da Coreia do Sul.
Jin, do Partido Democrático, disse que teve o visto de entrada recusado enquanto organizava uma viagem da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia Nacional. A delegação pretendia visitar o Comando Indo-Pacífico dos EUA, em Honolulu, entre 1º e 5 de novembro, de acordo com comunicado do parlamentar e uma postagem dele no Facebook.
Viagem estava planejada com quatro integrantes, incluindo representantes do governo e da oposição. O grupo seria formado por Jin, como presidente da comissão, pelos vice-presidentes Kim Byung-joo (Partido Democrático) e Lim Jong-deuk (Partido do Poder do Povo) e pelo deputado Chun Ha-ram (Partido Reformista).
Agenda previa reuniões com líderes do Pentágono e comandantes militares na região do Indo-Pacífico. A programação incluía conversas com os comandantes do Comando Indo-Pacífico, da Frota do Pacífico e das Forças Aéreas do Pacífico, além de encontros com o vice-comandante do Exército dos EUA no Pacífico e o vice-comandante das Forças Espaciais dos EUA no Indo-Pacífico.
Deputado afirmou que a recusa travou uma atividade oficial do Parlamento sul-coreano. "A recusa dos EUA em emitir um visto para o presidente da comissão não foi apenas uma simples restrição à entrada de um indivíduo no país, mas uma obstrução às atividades legislativas oficiais da Assembleia Nacional, que representa o povo coreano", disse Jin ao The Hankyoreh.
Jin disse considerar a decisão "ainda mais estranha" por já ter feito visita semelhante no passado. "Considero essa decisão ainda mais intrigante, já que visitei o Comando Indo-Pacífico dos EUA em março de 2014 como membro da comissão, durante a 19ª Assembleia Nacional", afirmou.
O episódio ocorre após um caso parecido envolvendo outro parlamentar do Partido Democrático no mês passado. Em 27 de setembro, Jung Chung-rae, da Comissão de Relações Exteriores e Unificação, não conseguiu participar de uma auditoria parlamentar de missões diplomáticas nas Américas porque a aprovação do visto americano atrasou, segundo o The Hankyoreh.
Jin cobrou uma reação dos EUA e disse que a decisão limita esforços legislativos para fortalecer a aliança bilateral. "Expressamos forte pesar em relação aos EUA por não apenas restringirem as atividades soberanas da nossa Assembleia Nacional, mas também limitarem nossos esforços legislativos para avançar a aliança bilateral, e pedimos que medidas proativas sejam tomadas", declarou.
Analistas na Coreia do Sul levantaram a hipótese de que disputas recentes entre Seul e Washington possam ter influenciado os vistos. "Mirar especificamente políticos do campo progressista para negar vistos constitui uma expressão emocional de insatisfação dos EUA sobre as relações bilaterais com a Coreia", disse Lee Byong-chul, do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Universidade Kyungnam, ao The Hankyoreh.
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