Malafaia prevê manifestação bolsonarista após sessão do STF: ‘Antes, quero ver como vão blindar Moraes’
O pastor Silas Malafaia, um dos principais articuladores e financiadores dos atos de rua em defesa de Jair Bolsonaro (PL), mantém uma postura de cautela diante da sessão do STF que analisará as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, nesta terça-feira.
Ao invés de antecipar uma nova mobilização bolsonarista, Malafaia defende que o movimento aguarde o desfecho da análise da Corte.
A sessão vai examinar a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro.
A estratégia de Malafaia também pode ganhar contornos eleitorais, já que ao condicionar uma nova mobilização à atuação do STF, o pastor abre espaço para que o resultado da sessão seja explorado pelo campo bolsonarista como mais um episódio de confronto entre o Supremo e a oposição ao governo Lula .
“Antes (de agendar uma manifestação contra o STF ), precisamos ver como o Moraes será blindado, se haverá algum acordo.
Caso isso ocorra, iremos para a rua, sim, em um grande ato em Brasília”, afirma Malafaia ao RADAR.
A análise Continua após a publicidade O STF analisa nesta terça-feira, a partir das 10h, a possibilidade de abertura de investigação sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
A sessão ocorre em meio à divulgação de documentos e mensagens apreendidas pela Polícia Federal que expõem a suposta relação do controlador do Master com o magistrado e seus familiares.
Entre os elementos estão contratos milionários firmados entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.
Um dos pontos que mais chamam atenção é o fato de Alexandre de Moraes ter editado a versão final de um dos contratos firmados entre o escritório de sua mulher e empresas ligadas a Vorcaro.
Segundo as informações divulgadas pelo jornal O Estado de S.
Paulo, o documento previa o pagamento de 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos ao escritório, totalizando R$ 108 milhões.
Com a incidência dos tributos previstos no próprio contrato, o valor bruto ultrapassaria R$ 131 milhões.
Registros técnicos dos metadados do arquivo indicam que a última edição foi feita em um perfil do Office 365 identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.
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