Cury critica economia de Lula e diz que “ética” de Flávio é “insana”
Em visita ao Instituto Baccarelli, em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (23), o candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) descartou a possibilidade de alinhamento com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições de outubro.
Questionado por jornalistas sobre a movimentação em torno do chamado “voto útil” , Cury criticou o modelo econômico do governo Lula.
“Em primeiro lugar, zero chance de se alinhar ao Lula, porque o modelo econômico está asfixiando completamente o país” , afirmou.
A candidatura de Cury à Presidência pelo Avante foi oficializada em agosto.
Ao falar sobre Flávio Bolsonaro, ele também rejeitou uma aproximação: “A ética de Flávio Bolsonaro é completamente insana e insuportável, zero chance de se alinhar com ele” .
O candidato do Avante voltou a se apresentar como uma alternativa à polarização e a “via da pacificação”.
Na sequência, reforçou que não pretende apoiar nenhum dos dois adversários: “ No fundo só há um barco chamado família brasileira.
Então, todas as pessoas que nos procuram, a minha ordem é clara, zero possibilidade de fazer um alinhamento com os dois.
Zero!”.
Planos para a Educação No evento, Cury também apresentou propostas para a educação e criticou o tempo que crianças e adolescentes passam diante de telas.
“Nós somos o segundo país onde as crianças e adolescentes passam mais tempo nas telas, cerca de 6 horas” , afirmou.
O dado mencionado por Cury, porém, merece ressalva: há levantamentos que colocam o Brasil como o segundo país com maior tempo de uso da internet ou de telas, mas os números se referem à população em geral, e não especificamente a crianças e adolescentes .
Cury disse que, caso seja eleito, pretende retirar as telas das salas de aula, com exceção de atividades específicas, como aulas de tecnologia.
“Porque uma criança de 7 anos de idade tem mais informações provavelmente que o imperador romano tinha no auge de Roma, mais provavelmente do que John Kennedy quando dirigia os Estados Unidos no auge da Guerra Fria.
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