Milho sobe quase 3% em Chicago com atraso na colheita nos EUA
O avanço das inspeções semanais e os atrasos provocados pelas chuvas na colheita ajudaram a impulsionar os preços do milho nesta segunda-feira (21) na Bolsa de Chicago.
O contrato para entrega em dezembro subiu 2,94% e fechou negociado a US$ 5,43 por bushel.
Segundo a Agrinvest, as inspeções de milho para exportação nos Estados Unidos somaram 1,94 milhão de toneladas na última semana, acima das 1,55 milhão de toneladas registradas na semana anterior.
O mercado também acompanha a possibilidade de novas compras de produtos agrícolas norte-americanos pela China, especialmente diante do encontro previsto entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping nesta semana.
As condições climáticas também entraram no radar dos investidores, em que as chuvas fortes dos últimos dias têm atrasado os trabalhos de campo em algumas áreas produtoras dos Estados Unidos, enquanto as previsões ainda indicam volumes significativos de precipitação para os próximos dias.
Além de dificultar a colheita, o excesso de umidade pode complicar o transporte e a logística da safra.
Leia Mais Soja encerra com estabilidade em Chicago após três semanas de ganhos Milho recua pelo quinto dia seguido e fecha a US$ 5,27 em Chicago Milho cai mais de 1% em Chicago com melhora do clima nos EUA De acordo com a Granar, a alta interrompeu uma sequência de três pregões de perdas e também foi influenciada por relatos de rendimentos abaixo do esperado em algumas regiões do cinturão produtor de milho e soja.
O mercado ainda especula sobre possíveis anúncios favoráveis ao milho no encontro entre Trump e Xi, marcado para quinta-feira.
Soja Os contratos futuros da soja encerraram em forte alta na Bolsa de Chicago, com o mercado de olho no encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previsto para esta semana.
O vencimento para novembro avançou 1,88% e fechou negociado a US$ 13,28 por bushel.
Segundo a Agrinvest, a valorização se estendeu por todo o complexo da soja .
O farelo subiu cerca de 3%, enquanto o óleo também operou no campo positivo, mesmo diante da queda do petróleo.
O movimento foi impulsionado principalmente pela expectativa de novos avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com o setor agrícola novamente entre os temas acompanhados pelo mercado.
O contrato para dezembro do farelo de soja avançou US$ 10,03 e fechou a US$ 405,32 por tonelada.
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