Médico cria 1º hospital de transição do Norte e Nordeste após vivência familiar
JARDIM FLORENCE DIVULGAÇÃO A ideia de implantar a Florence, primeiro hospital de transição do Norte e Nordeste, surgiu após uma experiência pessoal do cardiologista Lucas Andrade.
O médico presenciou a morte de sua avó, Wanda, em casa, cercada pela família e durante reza para Santo Antônio, seu santo de devoção.
Como médico, Andrade conhecia a segurança de uma UTI.
Naquele momento, porém, era neto: viveu de perto o valor da proximidade, dos abraços, do choro, das risadas e do cheiro de café, e viu a avó preservar sua identidade mesmo diante da doença.
Durante essa experiência e, depois, também como médico, ao acompanhar outras famílias em situações parecidas, Andrade conta que sentia uma inquietação constante.
“Eu me perguntava se era realmente necessário escolher entre a segurança de um hospital e o acolhimento de casa.
Não parecia justo ter de fazer essa escolha.” Em 2015, a resposta começou a ganhar forma.
Diante de um terreno vazio no bairro de Nazaré, em Salvador, começava a se materializar um projeto que, dois anos depois, daria origem à Florence.
Criado a partir dessa e de outras experiências pessoais de Andrade e de seus dois sócios, foi o primeiro hospital de transição do Norte e Nordeste, pensado para combinar segurança médica e acolhimento.
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LUCAS ANDRADE NO TERRENO DA UNIDADE SALVADOR DIVULGAÇÃO Hospital de transição: reabilitação intensiva e cuidados paliativos O modelo acolhe, entre outros perfis, pessoas que passaram por um AVC, uma internação prolongada em UTI, uma cirurgia de grande porte ou um trauma e que, embora já não apresentem instabilidade clínica, ainda não estão aptas a retornar para casa.
Nessa etapa, o foco deixa de ser apenas a doença e passa a ser também a recuperação funcional: voltar a andar, engolir, falar, alimentar-se ou tomar banho sem ajuda.
É um trabalho intenso e diário, com carga horária de terapias que chega a 20 horas por semana, realizado por uma equipe interdisciplinar – um modelo que geralmente não faz parte da rotina de um hospital de agudos.
“Reabilitar, para nós, é devolver o futuro”, resume Andrade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.