Democracia, prudência e a defesa das instituições
Sede do Supremo Tribunal Federal em Brasília (Foto: Reprodução/Internet) O debate público brasileiro volta suas atenções para as turbulências que envolvem o Supremo Tribunal Federal (STF).
As notícias recentes, as investigações em curso e as controvérsias envolvendo integrantes da Corte naturalmente despertam preocupação e exigem esclarecimentos.
As suspeitas devem ser apuradas com rigor.
Nenhuma autoridade pública está acima da lei, e a relevância institucional do cargo ocupado não pode servir de obstáculo à investigação de eventuais irregularidades.
Mas é justamente a gravidade do momento que recomenda prudência.
Manchetes não constituem provas processuais, assim como investigações ainda em andamento não equivalem a condenações.
A imprensa exerce papel indispensável em uma democracia ao investigar, informar e questionar o exercício do poder.
O devido processo legal, por sua vez, exige que acusações sejam examinadas com respeito ao contraditório, à ampla defesa e às regras próprias de um Estado de Direito.
Uma garantia não exclui a outra.
É necessário, sobretudo, distinguir as condutas individuais da instituição.
Defender o Supremo Tribunal Federal não significa blindar seus ministros, justificar eventuais erros ou impedir críticas.
Instituições republicanas devem estar permanentemente sujeitas ao escrutínio público.
Transparência e responsabilidade fortalecem, e não enfraquecem, o Poder Judiciário.
Da mesma forma, eventuais condutas individuais, caso comprovadas, devem produzir as consequências previstas no ordenamento jurídico.
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