TJAM recebe queixa-crime contra promotor aposentado que comparou advogada a cadela durante júri
Promotor Walber Luis do Nascimento Divulgação O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) recebeu, por unanimidade, a queixa-crime apresentada pela advogada Catarina de Sousa Cruz Estrela contra o promotor de Justiça aposentado Walber Luís Silva do Nascimento.
Ele é acusado de injúria por compará-la a uma cadela durante um julgamento do Tribunal do Júri, realizado em Manaus, em setembro de 2023.
A decisão foi tomada na sexta-feira (22), durante sessão do Órgão Especial do TJAM.
O relator do caso, desembargador Delcio Luís dos Santos, entendeu que a acusação atende aos requisitos legais e que há indícios mínimos para o prosseguimento da ação, incluindo gravações e transcrições da sessão do júri.
Com o recebimento da queixa-crime, o processo seguirá para a fase de instrução, quando serão produzidas provas e analisado o contexto em que as declarações foram feitas. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Durante o julgamento de sexta, o relator afirmou que questões levantadas pela defesa, como a existência de intenção de ofender e a possível aplicação da imunidade judiciária, dependem da análise das provas e do contexto dos fatos.
Advogada é ofendida por promotor no Amazonas A defesa também apresentou testemunhas que pretende ouvir no processo.
Segundo o relator, a necessidade desses depoimentos reforça a importância da fase de instrução.
A decisão não representa uma condenação de Walber Luís Silva do Nascimento.
Nesta etapa, o TJAM apenas reconheceu que há elementos suficientes para que a acusação seja analisada pela Justiça.
Ao final da sessão, o presidente proclamou o resultado: "Não havendo divergência, proclamo resultado por unanimidade de voto.
Queixa-crime recebida".
Relembre o caso O episódio ocorreu durante um julgamento realizado entre os dias 11 e 13 de setembro de 2023.
Durante os debates, Walber relatou uma história envolvendo sua mãe e utilizou uma expressão relacionada a uma "cadela" grávida.
Após a fala, Catarina protestou e afirmou que era necessário respeitar as mulheres, dizendo: "mulher não é cadela".
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