‘Trade Flávio’ perde parte do impulso com pesquisas mais apertadas e dúvidas sobre ajuste fiscal
A aposta do mercado financeiro em uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial começou a perder parte do fôlego nesta terça-feira, 13.
Depois de uma forte valorização dos ativos brasileiros na esteira do primeiro turno, investidores passaram a demonstrar maior cautela diante de pesquisas que apontam uma disputa mais apertada contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Às incertezas eleitorais somam-se dúvidas sobre a execução do ajuste fiscal prometido pela equipe do senador.
Entre gestores e analistas do mercado financeiro, ganha espaço a avaliação de que parte do entusiasmo que tomou conta dos investidores após o primeiro turno pode ter sido excessiva.
A percepção é que os preços dos ativos brasileiros incorporaram rapidamente expectativas favoráveis a uma mudança de governo, antes que houvesse clareza sobre o desfecho eleitoral e, sobretudo, sobre as medidas econômicas que seriam efetivamente adotadas.
Algumas gestoras já começaram a realizar lucros em posições montadas para aproveitar a queda dos juros.
O movimento ficou evidente no mercado de juros futuros.
O contrato de DI para janeiro de 2029 passou de 12,221% no ajuste de sexta-feira para 12,330% na manhã desta terça-feira, uma alta de 10,9 pontos-base.
O vencimento de janeiro de 2031 subiu de 12,231% para 12,310%.
O dólar voltou a superar a marca de 5 reais, enquanto o Ibovespa operava em queda.
A principal novidade no cenário eleitoral veio da pesquisa PoderData/AYA.
Em cinco dias, a diferença entre Flávio e Lula caiu de seis para dois pontos percentuais nos votos válidos.
O senador passou de 53% para 51%, enquanto o presidente avançou de 47% para 49%.
O resultado configura empate técnico, considerada a margem de erro de 1,8 ponto percentual.
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