Terapia epigenética pode reduzir atividade do vírus da hepatite B
Uma nova estratégia de tratamento contra a hepatite B tenta conter o vírus sem alterar o DNA das células.
Em vez disso, a técnica atua sobre marcas químicas que regulam a atividade genética, reduzindo a produção viral.
Resultados iniciais indicam queda nos níveis do vírus em testes pré-clínicos e início de avaliação em humanos.
A hepatite B crônica afeta mais de 250 milhões de pessoas no mundo.
Os medicamentos disponíveis conseguem controlar a infecção, mas raramente eliminam o vírus do organismo.
Como funciona a técnica A abordagem, descrita no Nature Biomedical Engineering nessa segunda-feira (21/9), usa um sistema inspirado no CRISPR , mas sem cortar o DNA.
A ferramenta é guiada até o material genético do vírus e adiciona marcas químicas que silenciam sua atividade .
Com isso, o vírus deixa de produzir novas partículas.
O tratamento, chamado CRMA-1001 , é transportado por nanopartículas lipídicas até as células do fígado.
Ele atua tanto sobre o DNA viral livre quanto sobre fragmentos integrados ao genoma humano.
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Em parte dos animais, esses níveis ficaram indetectáveis após seis meses.
Desafios do vírus O vírus da hepatite B consegue permanecer no organismo por longos períodos.
Ele forma estruturas que ficam escondidas nas células do fígado e podem reativar a infecção mesmo após anos de tratamento.
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