Alexandre Pantoja compara Joshua Van com filho antes do UFC 331:"Precisa ser educado"
A diferença de idade entre os protagonistas do UFC 331, deste sábado (19), em Los Angeles (EUA), é de doze anos. Com tal discrepância, o verdadeiro duelo de gerações que coloca o cinturão peso-mosca (57 kg) masculino em disputa, gera uma comparação inusitada às vésperas do confronto. Ex-campeão da categoria, Alexandre Pantoja surpreendeu ao comprar a postura provocativa de Joshua Van, seu adversário e atual detentor do título da divisão, com a de seu filho mais velho, Cauã, de apenas 15 anos.
Apenas nove anos separam o primogênito de Pantoja e Van, que hoje tem 24. Sendo assim, o lutador brasileiro consegue compreender a conduta mais arrojada e provocativa do atleta de Mianmar, que tem alfinetado Pantoja desde que conquistou o cinturão até 57 kg do Ultimate . No entendimento do ex-campeão e veterano do MMA , Joshua, assim como seus filhos foram, "precisa ser educado". Mas não com lições de vida ou ensinamentos, mas com golpes e agressividade dentro do octógono.
" Encarei (as provocações dele) como uma falta de educação. Um menino que precisa ser educado (risos) . É engraçado que tenho o meu filho, Cauã, que é o mais velho, de 15 anos. E ele, obviamente, brinca muito comigo. Eu falo alguma coisa, e ele quer retrucar. Coisa de pai e filho. E foi mais ou menos isso (com o Joshua Van). Senti um pouco esse 'feeling' do Joshua Van tendo que ser educado. Por isso que levantei (na coletiva), ia dar uns tabefes nele ali, para dar educação", comparou Pantoja, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight .
Por mais que não seja adepto do tradicional 'trash talk', Pantoja consegue enxergar o lado positivo de ter pela frente um oponente que utiliza dessa estratégia para promover o combate. Essa dualidade de personalidades, somada à rivalidade já existente entre os dois, faz com que a revanche suba consideravelmente no fator apelo comercial junto aos fãs. E isso, na visão do ex-campeão, só tende a ajudar a divisão peso-mosca a se consolidar de vez no UFC.
"Mas no final das contas foi ótimo, foi uma coletiva muito boa. Só fico chateado porque não temos mais 'PPV', porque a gente ia ganhar uma grana boa agora, essa luta iria vender muito. Essa luta tem todo o aspecto para vender muito e ser muito bem vista. É um novo marco para o peso-mosca, uma categoria que sempre defendi muito. É uma grande oportunidade para a gente, fazer esse 'main event' aqui, com esse confronto de gerações, confronto de estilos, de se portar. Ele tem esse lado mais fanfarrão, eu sou mais calmo, reservado. Essa luta tem tudo para ser um divisor de águas para todo mundo", analisou o atleta de Arraial do Cabo (RJ).
Alexandre Pantoja e Joshua Van fazem a luta principal do UFC 331. No 'co-main event' da noite, Maurício Ruffy encara Arman Tsarukyan, em duelo importante na categoria peso-leve (70 kg). Além disso, o 'Esquadrão Brasileiro' estará representado por mais cinco atletas em ação no card numerado de Los Angeles: Eduarda 'Ronda', Joanderson 'Tubarão', Ryan Gandra, Brunno 'Hulk' e Patrício 'Pitbull'.
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