PT pede inelegibilidade de Flávio Bolsonaro por carta contra eleições
O vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, Alencar Santana, apresentou nesta quinta-feira (29) uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) solicitando a investigação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua inelegibilidade por oito anos.
O pedido foi motivado pela divulgação de uma carta em que o candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2026 questionou a legitimidade do resultado eleitoral, sem apresentar provas de fraude.
A iniciativa busca fazer com que a PGE avalie o ajuizamento de uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Deputado aponta possível abuso de poder político Na representação, Alencar Santana sustenta que o documento divulgado por Flávio Bolsonaro contém acusações sem comprovação contra o processo eleitoral e as instituições responsáveis pela votação.
O parlamentar pede que sejam investigadas possíveis práticas de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
O pedido também menciona normas eleitorais que proíbem a divulgação de informações comprovadamente falsas ou gravemente descontextualizadas capazes de comprometer a confiança nas eleições.
A apresentação da representação, entretanto, não significa que o senador tenha sido declarado inelegível.
Uma eventual punição dependerá da análise das autoridades competentes e de decisão judicial.
Carta passou por alterações após divulgação O documento que motivou a iniciativa foi publicado na quarta-feira (28), depois que Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos.
Em uma das versões, o senador se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.
Posteriormente, a redação foi alterada, substituindo a declaração pela expressão “líder do Brasil”.
As mudanças não eliminaram os questionamentos ao resultado eleitoral, que confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
Até o momento, não foram apresentadas provas que sustentem as acusações de fraude feitas pelo senador.
Caso amplia pressão política sobre Flávio Bolsonaro A iniciativa do PT ocorre em meio às reações de integrantes do Judiciário e de lideranças partidárias à postura do candidato derrotado.
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