Condenada pela morte de jovem queimada em Franca, SP, perde o semiaberto após suspeita de ameaçar assistente social
Lauany Viodres do Prado é acusada da morte da comerciante Núbia Ribeiro, em Franca, SP Reprodução/EPTV A Justiça transferiu de forma provisória para o regime fechado a mulher condenada pela morte da comerciante Núbia Ribeiro, queimada viva em Franca (SP) em 2017.
A decisão foi tomada depois que uma assistente social da Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto (SP) registrou boletim de ocorrência por ameaça contra a detenta.
Lauany Viodres do Prado, de 29 anos, cumpria pena no regime semiaberto desde 2023.
Em agosto, ela teve negado o pedido para passar ao regime aberto, com base em um laudo assinado pela mesma assistente social.
Na decisão, de 4 de setembro, o juiz Hélio Benedini Ravagnani, do Departamento Estadual de Execução Criminal (Deecrim) de Ribeirão Preto, afirma que ela teria cometido, em tese, falta disciplinar grave.
A regressão definitiva só será decidida depois que Lauany for ouvida e a penitenciária concluir a apuração.
Cabe recurso.
O g1 tentou contato com o advogado de Lauany por telefone e mensagens, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. 📲 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Agora no g1 Ameaça Segundo o boletim de ocorrência, o episódio foi em 3 de setembro, na ala do semiaberto da penitenciária.
A assistente social relata que Lauany já havia questionado a negativa do laudo em outra ocasião.
Por isso, foi atendê-la acompanhada do chefe de plantão.
De acordo com a servidora, Lauany propôs que as duas se encontrassem fora da unidade, durante a saída temporária, com a mãe dela, para que a assistente social explicasse o parecer.
Ainda segundo o registro, a detenta disse querer "conversar lá fora, na rua".
A servidora afirma que se sentiu ameaçada.
No dia seguinte, Lauany foi levada para uma cela disciplinar, e a penitenciária abriu procedimento para apurar o caso.
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