Pedrossian Neto tenta transformar herança do avô em carreira própria
Pedrossian Neto não é apenas mais um rosto na constelação dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso do Sul.
O sobrenome o coloca numa linhagem que atravessa a própria formação política do Estado e recoloca na campanha de 2026 uma das famílias que ajudaram a escrever seus primeiros capítulos.
Neto de Pedro Pedrossian, ele carrega uma herança política que está no nome, na memória e no capital eleitoral que o próprio deputado reconhece ter recebido.
Mas a trajetória que tenta construir é outra.
Há, nesse retorno, uma espécie de reedição de uma velha política, mas não necessariamente nos mesmos termos.
Pedro Pedrossian e Marcelo Miranda, duas figuras centrais dos primeiros anos de Mato Grosso do Sul, chegaram a estar do mesmo lado antes de um rompimento que os colocou em campos opostos nas primeiras disputas do Estado recém-criado.
Décadas depois, seus sobrenomes reaparecem em uma nova geração, numa demonstração de como antigas linhagens continuam encontrando espaço no palco político estadual.
Formação longe do sobrenome A diferença, no caso de Pedrossian Neto, está menos na origem do sobrenome do que no caminho percorrido até a política.
Ele deixou Mato Grosso do Sul aos 13 anos e só retornou três décadas depois.
Nesse intervalo, viveu nos Estados Unidos, formou-se em Economia e fez mestrado em Economia Política na PUC de São Paulo, onde lecionou durante cinco anos.
Paralelamente à academia, construiu carreira na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na área de economia internacional e comércio exterior.
Participou de discussões sobre Mercosul, Alca, acordos comerciais e Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio e passou seis meses ao lado de diplomatas brasileiros na missão permanente do Brasil em Genebra.
Foi nesse ambiente que se tornou sócio minoritário de Roberto Giannetti da Fonseca, seu antigo diretor na Fiesp e secretário-executivo da Camex (Câmara de Comércio Exterior) entre 2000 e 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso.
A experiência com grandes empresas e consultoria antecedeu a decisão de voltar a Mato Grosso do Sul e entrar na política.
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