Ao encurtar viagem a Camp David, Trump sinaliza ataque ao Irã, diz imprensa
A decisão do presidente americano Donald Trump de encurtar uma viagem a Camp David seria uma sinalização de que os Estados Unidos estariam mais próximos de lançar novos ataques contra o Irã, segundo a imprensa dos Estados Unidos.
Presidente dos Estados Unidos encurtou estadia em Camp David. Donald Trump retornou à Casa Branca no sábado. Inicialmente, o retorno estava previsto apenas para a noite de domingo. Casa Branca não explicou a mudança na agenda.
Trump disse que autoridades iranianas estão escondidas e que não encontra interlocutores para fechar um acordo. A declaração foi dada à Fox News neste domingo.
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou que o Comando Central estaria ocupado neste fim de semana. Isso porque Trump disse que os EUA vão atingir o Irã com força. "O Comando Central estará ocupado esta noite porque o presidente Trump disse que vamos atingir o Irã com força e vamos!", declarou ontem.
Trump afirma que decidirá em breve se amplia a ofensiva contra o Irã ou busca um acordo para encerrar a guerra. Em entrevista à Fox News, relatada pelo New York Post, Trump disse que o governo iraniano precisa aceitar o que considera um acordo de paz.
Restam três opções para o Irã, segundo Trump. Ele listou as alternativas acordo, pressão econômica ou destruição militar. Ele disse: "Minha pergunta é: se e quando explodo o país inteiro?"
Conflito entre os EUA e o Irã entra no sétimo mês, de acordo com a reportagem. Trump tem sinalizado que avalia intensificar as operações militares ou negociar outro acordo com Teerã. Em entrevista ao Axios nesta semana, presidente americano afirmou que a guerra pode terminar em breve, mas condicionou o desfecho a um acordo que considere aceitável.
Irã alertou o governo americano contra novos ataques. Trump afirmou, ao se referir ao país: "É melhor eles se comportarem."
Neste domingo, governo iraniano disse que comunicou aos Estados Unidos as condições para reabrir o Estreito de Hormuz. A rota é estratégica para a economia mundial, por onde passavam 20% do fornecimento mundial de petróleo antes da guerra. Por isso, a navegação na região se tornou o principal ponto de divergência da guerra no Oriente Médio. "Enquanto as condições não forem atendidas (...) e os compromissos assumidos pelos Estados Unidos não forem respeitados, será impossível voltar à situação anterior às negociações e à abertura do Estreito de Ormuz", afirmou o principal negociador e presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, citado pela televisão estatal.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.