Laudo indica que idosa ainda tinha sinais vitais ao ser jogada em poço em Bauru após golpe na cabeça
Caso Dagmar: Caseiro é condenado a 26 anos de prisão por morte de idosa em Bauru Um laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML), ao qual a TV TEM teve acesso, apontou que Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, ainda apresentava sinais vitais quando foi jogada no poço desativado onde seu corpo foi encontrado, em Bauru (SP).
A vítima foi morta em uma propriedade rural na região do Rio Verde em janeiro de 2026. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Corpo de Dagmar Grimm Streger foi encontrado com um ferimento na cabeça TV TEM/Reprodução Segundo a perícia, a causa direta da morte foi um traumatismo cranioencefálico provocado por ação contundente, ou seja, pela agressão sofrida na cabeça.
Essa conclusão foi um dos principais indícios que embasaram a condenação do caseiro Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, por latrocínio - roubo seguido de morte - e ocultação de cadáver.
O perito médico-legista identificou fraturas nas costelas com a presença de infiltrado hemorrágico.
Na medicina legal, esse sinal indica que o corpo sofreu as lesões enquanto o coração ainda batia e a circulação sanguínea permanecia ativa.
Laudo do IML mostra lesões no corpo de Dagmar Grinn Streger em Bauru (SP) Reprodução Inicialmente, a Polícia Civil havia informado que a ausência de vestígios de terra ou detritos nas vias respiratórias indicava que a idosa já estaria morta ao ser jogada no poço.
No entanto, com a conclusão detalhada dos laudos do IML, essa interpretação foi revista.
Paulo Henrique Vieira foi condenado a 26 anos de prisão.
Durante o julgamento, realizado em 21 de setembro, o caseiro assumiu toda a responsabilidade pelo crime e pela ocultação do corpo, alegando que a esposa dele, Daniela dos Santos Vieira, de 40 anos, estava dormindo no momento da ação.
Daniela, que cumpria prisão preventiva, foi considerada inocente pela Justiça quanto à participação no crime e acabou solta no dia 23 de outubro.
Em fevereiro, a Polícia Civil havia concluído o inquérito e indiciado o casal por latrocínio e ocultação de cadáver, ocasião em que as prisões do homem e da mulher foram convertidas em preventivas.
Polícia concluí inquérito do caso de idosa morta e jogada em poço em Bauru O caso começou a ser investigado após o desaparecimento da idosa, vista pela última vez no dia 19 de dezembro de 2025.
O sumiço passou a ser apurado oficialmente no dia 22, quando familiares registraram boletim de ocorrência.
Em 24 de dezembro do ano passado, o casal que trabalhava e morava no sítio foi preso.
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