Mercado imobiliário acompanha crise da Apex Partners de perto
Empresários, executivos e, claro, os clientes do mercado imobiliário do Espírito Santo acompanham de perto a crise que explodiu na Apex Partners.
A plataforma capixaba de investimentos possuía parcerias em prédios residenciais, comerciais, complexos logísticos e outros tipos de empreendimentos.
Na visão dos operadores da indústria da construção civil, por ora, o momento não chega a ser de preocupação, mas de atenção.
A Apex não era a responsável direta por nenhum dos empreendimentos e não tocava nenhuma obra, ela é uma parceira de investimento, o que deve ajudar bastante na solução de eventuais problemas.
"Claro que não é uma situação confortável, gera um certo estresse, mas a Apex, além de não ser a responsável direta pelas obras, ou seja, o dinheiro não ficava lá dentro, tinha parceiros - investidores e incorporadores - muito fortes, que têm condições de assumir caso haja algum problema de fato com a Apex", ponderou uma fonte importante do mercado capixaba.
"Há uma outra questão.
Muito embora o nome da Apex aparecesse muito, eram bons de marketing, a quantidade de empreendimentos que ela tem envolvimento não é tão grande assim olhando para o mercado como um todo.
São 10 ou 12 que , em sua maioria, estão em fase final de obras.
De novo, não é algo confortável, mas não enxergo um impacto real tão relevante, muito menos para os compradores desses imóveis", assinalou o empresário.
As incorporações imobiliárias estão fora da ação judicial que protegeu o patrimônio da Apex por 60 dias.
A lei exerce uma espécie de blindagem dos recursos destinados ao objeto da incorporação imobiliária, não se comunicam com o patrimônio geral do incorporador, inclusive em caso de recuperação judicial.
"O Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que as SPEs (Sociedade de Propósito Específico) de incorporação imobiliária submetidas ao regime de patrimônio de afetação não se sujeitam à recuperação judicial, por incompatibilidade sistêmica entre os institutos", argumentaram os advogados da Apex.
Olhando para os investidores da Apex que colocaram recursos nesses empreendimentos, desde quinta-feira (06), quando a crise explodiu, executivos, empresários, investidores e advogados costuram alternativas jurídicas e econômicas para que os investidores que estavam sob o guarda-chuva da Apex sigam nos negócios sem maiores prejuízos.
Isso, muito importante destacar, é fundamental para que as obras sigam normalmente e sejam entregues aos compradores finais sem maiores sobressaltos.
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