Carbono Oculto: MPSP denuncia Beto Louco e mais 15 por desvio de metanol
O Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) denunciou 16 homens suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de metanol para adulteração de combustíveis, falsidades documentais, fraudes contra o consumo, crimes fiscais e conexão com outras organizações independentes .
A denúncia foi feita no âmbito da Operação Carbono Oculto .
Segundo o MPSP, o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco” está entre os denunciados.
De acordo com a Promotoria, os denunciados integraram, promoveram e financiaram, “pessoalmente”, organização criminosa para desviar metanol, adulterar combustível e praticar lavagem de dinheiro.
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A ação cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
O objetivo foi desarticular um esquema fraudulento no setor de combustíveis, com infiltração do Primeiro Comando da Capital ( PCC ).
A prática criminosa ia da ponta de entrada de metanol no país, até postos de combustíveis pertencentes a pessoas ligadas à facção criminosa.
Ao todo, são mais de 350 alvos na operação, suspeitos de crimes contra a ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato.
O grupo criminoso fazia transações financeiras por fintechs, localizadas na Faria Lima — avenida em São Paulo conhecida como centro financeiro do país.
De acordo com os responsáveis pela investigação, a escolha por uma instituição de pagamento – em vez de bancos tradicionais – visava a dificultar o rastreamento dos recursos.
As fintechs operavam com contabilidade paralela, permitindo transferências entre empresas e pessoas físicas sem que os beneficiários finais fossem identificados.
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