Alvo do Gaeco, líder de quadrilha que pagava policiais civis segue foragido
Apontado pelo Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) como líder de uma organização criminosa especializada em introduzir clandestinamente eletrônicos no Brasil, principalmente celulares, o empresário Thiago Marcel Magnabosco ( imagem em destaque ) segue foragido.
Segundo a investigação, ele comandava uma estrutura que transportava mercadorias sem o recolhimento dos impostos devidos e reservava parte do dinheiro do negócio para pagar policiais civis corruptos.
Também permanece foragido o policial civil Vagner Ramalho ( veja galeria abaixo ), que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
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1 de 5 Policial civil Vagner Ramalho Reprodução/MPSP 2 de 5 Parte da propina era paga em dinheiro vivo Reprodução/MPSP 3 de 5 Carro a Polícia Civil durante escolta de carga de descaminho Reprodução/MPSP 4 de 5 Viatura escolta carga em rodovia de SP Reprodução/MPSP 5 de 5 Empresário Thiago Marcel Magnabosco Reprodução/Instagram Outros cinco alvos foram presos nesta sexta-feira (28/8).
São eles: os policiais civis Bruno Moreno dos Santos, José Adriano Pereira da Silva Nishi e Marcos Vinicius de Souza Melo, o advogado Sidiclei da Costa Almeida e o empresário Jonathan Renan Vieira.
A Operação Merx é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ( Gaeco ), com apoio da Corregedoria Geral da Polícia Civil e do Departamento de Operações Estratégicas da Polícia Civil (Dope).
Propina como custo do negócio Documentos obtidos pela coluna mostram que Magnabosco é apontado como o responsável pelos pagamentos feitos em quatro episódios investigados, entre junho e dezembro de 2024.
Os policiais supostamente interceptavam caminhões carregados com eletrônicos de descaminho e cobravam, como regra, 70% do valor da mercadoria para devolver toda ou parte da carga.
A soma das cobranças identificadas chega a R$ 2,35 milhões.
Segundo o Gaeco, Thiago chegou a negociar diretamente com um contato salvo como “Civil SP”.
Em outras ocasiões, recorria a Sidiclei, apontado como intermediário entre o empresário e os agentes públicos.
O advogado teria tratado dos “acertos”, indicado contas para transferências e auxiliado na retirada das mercadorias.
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