Trabalhar menos, para que trabalhem todos
A diminuição da jornada de trabalho, permitindo que os trabalhadores possam ter dois dias livres por semana, está prestes a ser aprovada.
As pesquisas indicam que a grande maioria dos brasileiros está a favor da diminuição da carga laboral.
A Fiesp se pronuncia contra.
Eles, que trabalham o tempo que decidirem, querem decidir sobre a jornada dos trabalhadores.
Segundo eles, se trata de uma decisão populista, eleitoralista, que deveria ser adiada para depois das eleições, para que os parlamentares não votem, segundo eles, pressionados pela necessidade de receber votos para serem reeleitos.
Os grandes empresários querem que os trabalhadores tenham jornadas longas, com salários precários.
Alegam que o correto seria deixar que as negociações sobre a jornada semanal de trabalho de cada setor fossem decididas conforme a força de cada setor.
Os grandes empresários consideram que o que eles, supostamente, gastariam com jornadas menores seria uma perda para a economia do país.
Seria apenas diminuir a superexploração, diminuir um período da longa jornada de seis dias contínuos de trabalho.
Eles falam com uma enorme tranquilidade, sem mencionar seus lucros, a superexploração dos trabalhadores, as longas jornadas e o tempo que os grandes empresários dispõem a seu bel-prazer.
Os trabalhadores são os que produzem a riqueza que eles se apropriam.
No final de cada longa jornada de trabalho, os trabalhadores voltam para a pobreza de suas casas, de suas duras condições de vida, enquanto os grandes empresários voltam para suas mansões.
O que se tenta desconhecer é que a base do capitalismo é a luta de classes, a expropriação dos bens produzidos pelos trabalhadores por parte dos empresários.
Daí vem a concentração da riqueza nas mãos de uma minoria, às custas da miséria da grande maioria.
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