Centro de São Paulo terá museu ao ar livre com trilhos históricos da Light
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Um pedaço da memória do desenvolvimento paulistano ganhará um projeto de preservação. O novo espaço surgiu com a retirada dos mosaicos de pedras portuguesas para a reformulação dos calçadões do triângulo histórico do centro de São Paulo
Na última terça-feira (18), foi definido o consórcio vencedor da licitação para transformar em um museu ao ar livre trechos dos Trilhos da Light , como é chamado o sítio arqueológico com trilhos de bondes movidos a eletricidade encontrados desde 2023, durante as obras para troca das pedras portuguesas por concreto .
O triângulo histórico é a área delimitada pelas ruas 15 de Novembro, Direita e São Bento e demarca uma das primeiras regiões ocupadas da cidade.
Estima-se que aproximadamente 500 metros desses trilhos, cuja história varia entre 1900 e a década de 1940, tenham aparecido.
Parte deles atualmente encontra-se cercada com telas. Outros trechos foram tapados com brita e terra para não ficarem expostos. Segundo a SPObras (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras), trechos das ruas José Bonifácio, 15 de Novembro e General Carneiro estão indicados para preservação e musealização.
O contrato é de R$ 5,6 milhões, e o prazo de entrega é de 14 meses após a autorização das obras. Atualmente, a licitação está em fase de recursos. A estimativa é que obras e restauro estejam concluídos até o fim de 2027 ou início de 2028.
O museu ao ar livre deve garantir a preservação dos trilhos nos locais em que estão, uma iluminação adequada e formas de informação sobre o que esse patrimônio representa para a cidade.
Há ainda o desejo de se buscar com instituições de preservação ferroviária a doação de um bonde para ser exposto entre a ladeira General Carneiro e a rua 15 de Novembro, próximo ao Pateo do Collegio. Nesse trecho, as escavações encontraram, inclusive, paralelepípedos da época entre os trilhos. Lá há uma placa indicando o processo de preservação.
Os trilhos localizados na rua João Brícola e na extensão da 15 de Novembro, entre a rua do Comércio e praça Antônio Prado, serão removidos, após autorização dada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) no último dia 5.
Esse material será doado à Associação Brasileira do Patrimônio Ferroviário. Além de trilhos, há dormentes.
Também foram achados cravos, espécie de pinos que prendem os trilhos nos dormentes.
Alexandre Augusto Pisciottano, coordenador da associação na capital paulista, afirma que esse material deverá ser usado de apoio para a colocação de trens históricos no acervo da instituição. Também poderá servir para visualização estática nas dependências do pátio do museu, na Mooca, zona leste.
Os primeiros bondes com tração animal começaram a circular pela região central de São Paulo em 1872.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.