Veado preto é registrado pela primeira vez no Pantanal; veja flagra
Inédito: veado preto é visto pela primeira vez no Pantanal Pesquisadores da ONG Onçafari registraram, pela primeira vez na história, casos de melanismo em cervos-do-pantanal.
Os chamados "veados-pretos" foram localizados no Pantanal de Mato Grosso do Sul e no bioma Cerrado, na divisa entre a Bahia e Minas Gerais. 🔎 O melanismo é uma condição genética que provoca a produção excessiva de melanina, o pigmento responsável pela cor escura. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O cervo-do-pantanal tradicionalmente apresenta pelagem marrom-avermelhada, com a região ventral mais clara e as partes inferiores das pernas e a cauda pretas.
A espécie é o maior cervídeo da América do Sul, podendo atingir até 130 quilos.
Primeiros registros e diferenças entre biomas No Pantanal, a mutação nunca tinha sido confirmada em mais de 40 anos de pesquisas e levantamentos aéreos.
O bioma abriga cerca de 40 mil indivíduos, o equivalente a 88% da população brasileira da espécie.
Anteriormente, foram registrados apenas indíviduos com mutações genéticas como albinismo ou de leucismo, que deixa a pelagem branca.
O primeiro registro oficial ocorreu em fevereiro de 2021, na fazenda Caiman Pantanal, em Miranda (MS), quando uma fêmea adulta melânica foi fotografada pela equipe.
Veado preto registrado pela primeira vez Taile Emanuele/Onçafari Apesar de não haver registros científicos anteriores no Pantanal, pesquisadores ressaltam que moradores locais já relatavam avistamentos antigos, como na região conhecida como Baía do Cervo Preto, próxima à Estação Ecológica de Taiamã (MT).
Já no Cerrado, onde a espécie é considerada criticamente ameaçada de extinção, a frequência de avistamentos desses animais escuros surpreendeu os cientistas.
Entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, 66,7% das observações diretas da espécie na região envolveram indivíduos melânicos (ao menos dois machos distintos).
Recentemente, a equipe também registrou um macho juvenil com a mesma mutação.
"Acreditamos que esses animais estejam confinados nos limites do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, já que as áreas externas estão degradadas e sofrem forte pressão de caça.
Isso resulta em isolamento populacional e, muito possivelmente, em uma maior frequência de indivíduos com melanismo", explica Edu Fragoso, coordenador da base do Onçafari na unidade de conservação e coautor do estudo.
Comportamento e hipóteses científicas Todos os indivíduos melânicos foram observados em áreas próximas a zonas inundáveis (especialmente veredas), alimentando-se a no máximo 580 metros de fontes de água.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.