Carta de cientistas brasileiros em apoio a Lula passa de 10,5 mil assinaturas e reúne 13 entidades
A carta de cientistas brasileiros em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026 já ultrapassou a meta inicial de 10 mil assinaturas e reúne mais de 10,5 mil adesões.
A iniciativa mobiliza pesquisadoras, pesquisadores, estudantes, professores, técnicos e profissionais da educação e da ciência de todas as regiões do país em defesa da democracia, da educação pública, da liberdade acadêmica e da soberania nacional.
Articulado por 13 entidades nacionais representativas da ciência, da educação, das universidades, dos trabalhadores e do movimento estudantil, o movimento se destaca pela amplitude da união em torno de uma manifestação política dessa natureza.
Saiba mais notícias no canal do Bem Paraná A mobilização também se soma às manifestações de rua em defesa da democracia e do futuro do país, ampliando a participação de diferentes segmentos da sociedade no debate sobre os rumos do Brasil.
“A ciência brasileira está apontando que a candidatura de Flávio Bolsonaro pode representar um caminho de volta ao negacionismo científico, à perseguição de cientistas e ao desmonte da nossa capacidade produtiva, como temos visto acontecer na Argentina e nos Estados Unidos.
Estamos em uma encruzilhada histórica e, mais uma vez, os cientistas têm apontado que o Brasil precisa ser um lugar seguro para a ciência e para os cientistas”, afirma Vinícius Soares, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
Carta de cientistas brasileiros Intitulada “Carta de cientistas brasileiros em razão do segundo turno das eleições presidenciais de 2026”, a manifestação reafirma o compromisso dos signatários com a Constituição de 1988, as eleições livres, a integridade das urnas eletrônicas, a liberdade de ensinar e pesquisar e o direito à divergência.
O documento alerta para os riscos do negacionismo científico, do enfraquecimento das universidades e dos institutos de pesquisa e dos ataques às instituições democráticas.
“A ciência brasileira não pode se omitir diante de escolhas que comprometem o futuro do país.
O voto não decide apenas quem ocupará a Presidência da República.
Decide que oportunidades terão nossos jovens, que país entregaremos às próximas gerações e se teremos capacidade de produzir conhecimento, reduzir desigualdades e enfrentar os grandes desafios do nosso tempo.
Não estamos defendendo apenas universidades, laboratórios ou financiamento à pesquisa.
Estamos defendendo a democracia, a soberania nacional e o direito de cada brasileiro a uma vida digna.
O Brasil precisa seguir avançando, não retroceder”, afirma Francilene Garcia, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.