Wagner Moura, Fernando Meirelles, Petra Costa e mais nomes do cinema divulgam carta aberta sobre eleições
Petra Costa, Wagner Moura e Fernando Meirelles estão entre nomes que assinaram carta aberta Reprodução Wagner Moura, Fernando Meirelles, Petra Costa e outros membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas publicaram uma carta aberta pedindo "atenção internacional rigorosa" para o segundo turno da eleição presidencial no Brasil.
A informação é da "Variety".
No texto, os artistas relatam que há "sinais preocupantes de desrespeito às normas democráticas, incluindo alegações de possível interferência estrangeira no Brasil que exigem investigação transparente e escrutínio internacional".
"Proteger a liberdade de expressão e garantir a sustentabilidade a longo prazo da indústria audiovisual brasileira são ações indissociáveis da defesa da democracia", diz a carta.
Agora no g1 Entre os nomes do cinema nacional que assinam a carta, estão Sônia Braga, Rodrigo Teixeira, produtor de "Ainda Estou Aqui", Anna Muylaert ("Que Horas Ela Volta"), Gabriel Mascaro e Karim Ainouz.
Leia, abaixo, a carta completa: Nós, profissionais brasileiros do cinema e membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, desejamos expressar nossa preocupação com o atual clima político no Brasil e pedir atenção internacional rigorosa para o segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro.
A diferença entre os dois candidatos no primeiro turno foi de apenas 1,87 ponto percentual.
O Brasil é, portanto, um país profundamente dividido.
No entanto, testemunhamos sinais preocupantes de desrespeito às normas democráticas, incluindo alegações de possível interferência estrangeira no Brasil que exigem investigação transparente e escrutínio internacional.
O jornal The Guardian noticiou que o governo dos Estados Unidos destinou cerca de US$ 1 milhão, provenientes de um fundo de direitos humanos do Departamento de Estado, a um programa chamado "Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil".
Paralelamente, observadores da mídia levantaram preocupações sobre possíveis distorções no alcance de conteúdo político nas plataformas da Meta e pediram uma investigação.
Entre os casos citados estão as contas no Instagram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teriam sofrido quedas de alcance, dificuldades de acesso e visibilidade nos resultados de busca, além da impossibilidade de promover postagens por meio de publicidade paga.
Outro caso envolve um site sediado nos EUA que promovia a compra de anúncios em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro em troca de tokens de criptomoedas, sob a promessa de ajudar crianças carentes em Uganda.
A Polícia Federal brasileira também investiga suspeitas de pagamentos em dinheiro a eleitores em áreas rurais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pop & Arte.