Drones atingem navios no Mar Negro e afundam embarcação perto da Bulgária
Veículos policiais em uma área enquanto tripulantes resgatados de um navio danificado em um ataque de drone são levados em ambulâncias em Varna.
Bulphoto Agency Drones atingiram dois navios no Mar Negro, próximo à costa da Bulgária, nesta terça-feira (13), afundando uma das embarcações e desencadeando operações de resgate de emergência, informou o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As equipes de resgate retiraram os 15 tripulantes de um dos navios, o Chelsea 3, de bandeira maltesa.
Cinco deles receberam atendimento por ferimentos leves, disse Radev em um vídeo publicado nas redes sociais.
A tripulação, composta por sete cidadãos ucranianos e oito cidadãos do Azerbaijão, relatou que o convés e o casco do navio foram atingidos por três drones aéreos.
Radev acrescentou que um tripulante da embarcação que afundou foi resgatado, sem fornecer detalhes sobre os demais ocupantes.
Os ataques aos dois navios ocorreram a 29 e 27,5 quilômetros da costa búlgara.
Agora no g1 Durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Bulgária nesta terça-feira, Radev classificou os ataques como "absolutamente inaceitáveis" e afirmou que o país busca auxílio da Otan e da União Europeia.
Embora as autoridades não tenham evidências claras sobre os responsáveis pelos ataques, "a lógica, como já afirmei, indica que o resultado favorece a Federação Russa", disse Radev.
Em uma publicação na rede social X nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, atribuiu a responsabilidade pelos ataques à Rússia.
"O mais recente ataque da Rússia contra embarcações comerciais perto das águas territoriais da Bulgária, que feriu cidadãos ucranianos e azerbaijanos, demonstra mais uma vez o desprezo deliberado de Moscou pelas vidas civis e pela segurança marítima no Mar Negro", escreveu Sybiha.
Ele afirmou que a Ucrânia está pedindo a seus parceiros que aumentem a pressão sobre a Rússia, reforcem as sanções e tomem medidas decisivas para responsabilizar Moscou e proteger a liberdade de navegação.
"O Mar Negro é uma linha vital para a segurança alimentar global.
A Rússia o está atacando para usar a fome como arma e manter o mundo como refém.
Isso deve ser enfrentado com firmeza", escreveu o chanceler.
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