Israel matou chefe iraniano por temor sobre comando da IRGC, diz jornal
Israel matou em março o chefe da Marinha iraniana, Alireza Tangsiri, e novas informações indicam que as autoridades israelenses temiam que Tangsiri pudesse se tornar comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A apuração é do Jerusalem Post.
Autoridades israelenses consideravam Tangsiri um comandante criativo e capaz de se tornar um adversário mais difícil. Após a morte de Tangsiri, Ahmad Vahidi assumiu o comando da Guarda Revolucionária. Na avaliação das autoridades israelenses, Vahidi tinha menos poder para influenciar a estratégia de segurança iraniana.
O pedido para matar Tangsiri partiu de uma ligação secreta feita por autoridades dos Estados Unidos ao chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir. A informação foi publicada inicialmente pelo Yediot Aharonot e confirmada pelo Jerusalem Post. Zamir aprovou a operação contra Tangsiri.
Tangsiri era visto como uma ameaça ao estreito de Hormuz e ao conflito naval. A Marinha israelense teve papel central no fornecimento de informações de inteligência para a ação, afirmou o jornal.
O ataque contra Tangsiri foi uma ação preventiva para evitar um possível problema estratégico futuro, diz o jornal. Para Israel, havia múltiplas razões para assassinar o comandante, principalmente sua possível função frente ao IRGC. O pedido dos EUA serviu para impulsionar uma operação que já estava nos planos israelenses.
Tangsiri chefiava a força estratégica do Irã, responsável por operações no Golfo. O braço naval do IRGC, força de elite que atua paralelamente às Forças Armadas regulares, responde diretamente à cúpula do regime e é encarregado de proteger interesses estratégicos e ideológicos do país.
Ele foi escolhido para o cargo em 2018 pelo então líder supremo Ali Khamenei. Khamenei, que liderava o país, foi morto no início da ofensiva militar conjunta de EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro.
Desde então, Tangsiri passou a ser sancionado pelos EUA. Ele sofreu restrições de imigração em ao menos dois relatórios anuais americanos, que determinaram uma lista de altos funcionários iranianos supostamente envolvidos em atividades nucleares ilícitas no país e com o terrorismo internacional.
Tangsiri era visto como um linha-dura e defendia mais confrontos no Golfo. Sua gestão ficou associada a declarações agressivas e à ideia de afirmar domínio iraniano sobre Hormuz. Em uma mensagem publicada no X, ele dizia: "Agora temos apenas uma mensagem para os soldados americanos: Aproximem-se".
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.