Paciente denuncia truculência de guardas ao procurar atendimento em UPA
Autônomo de 29 anos procurou a Corregedoria da GCM (Guarda Civil Metropolitana) para denunciar suposta abordagem violenta de agentes de segurança na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande.
Segundo ele, a confusão começou depois que procurou atendimento médico por causa de ferimento no braço, mas acabou deixando a unidade sem receber assistência.
O rapaz acusa os guardas de agredirem seu irmão e sua mãe.
A prefeitura apresenta uma versão diferente e afirma que os agentes foram agredidos.
Morador do Coronel Antonino, o jovem, que tem medo de se identificar, conta que chegou à unidade de saúde por volta de 0h10.
Segundo seu relato, o local estava praticamente vazio e ele era o único paciente na recepção naquele momento.
Ele afirma que um guarda municipal estava discutindo com alguém pelo telefone e teria interpretado equivocadamente a situação, acreditando que o paciente estava brigando com funcionários da recepção.
Conforme a denúncia, o agente iniciou a abordagem sem antes perguntar o que estava acontecendo.
O autônomo sustenta que não conseguiu receber atendimento médico e acabou deixando a unidade correndo, ainda com o braço machucado.
Durante a confusão, segundo ele, os guardas abordaram seu irmão, que teria sido derrubado no chão.
O rapaz registrou parte da ocorrência em vídeos.
Nas imagens, ele relata que os agentes estariam utilizando força contra seus familiares e menciona até disparos de munição de borracha.
"Eu vim no posto para ser atendido e eles estão dando um tiro de borracha e estão batendo no meu irmão", afirma durante uma das gravações.
Em outro momento, o jovem reclama de ter precisado sair da unidade sem atendimento.
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