Vilma Alves: a vida da primeira delegada negra do Piauí
A delegada Vilma Alves, um dos maiores ícones da segurança pública do Piauí, morreu na terça-feira (18/8), aos 79 anos.
A família, no entanto, só confirmou o falecimento neste sábado (22/8).
Primeira mulher negra a ocupar o cargo no estado, ela foi uma pioneira na luta pelos direitos das mulheres.
O governador Rafael Fonteles lamentou a morte, destacando a dedicação de quase cinco décadas de Vilma ao serviço público.
Vilma ingressou na Polícia Civil em um período em que a presença feminina na corporação era rara, e a de mulheres negras, praticamente inexistente.
Sua trajetória foi marcada pela quebra de barreiras em um ambiente predominantemente masculino, abrindo caminho para inúmeras outras profissionais que vieram depois dela.
Leia Mais Morre Dona Vilma, presidente da quadrilha junina Chapéu de Palha Morre o escritor Marcos Vilaça, ex-presidente da ABL, aos 85 anos Morre Manoel Vilela, 94 anos, pioneiro que cobriu a inauguração de Brasília Sua atuação mais marcante foi à frente da Delegacia de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher, em Teresina.
Implantada em 1989, a unidade teve Vilma como sua primeira comandante.
No cargo, ela se tornou um símbolo no combate à violência doméstica e familiar , sendo reconhecida por sua abordagem firme com agressores e acolhedora com as vítimas.
O trabalho de Vilma Alves na delegacia especializada não se limitava a registrar ocorrências.
Ela transformou o espaço em um local de amparo e referência, onde mulheres encontravam segurança para denunciar e buscar ajuda para romper ciclos de violência .
Uma carreira de pioneirismo Além de ser a primeira delegada negra do estado , Vilma Alves também alcançou outra posição de destaque inédita para uma mulher.
Ela foi a primeira a assumir a Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Piauí, órgão responsável por fiscalizar a conduta dos policiais e garantir a lisura da instituição.
A nomeação para a corregedoria coroou uma carreira pautada pela ética e pelo rigor profissional.
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