Saint-Gobain investe em qualificação para reduzir falta de mão de obra na construção civil
Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme
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A Saint-Gobain afirma que sua prioridade é investir na qualificação de profissionais da construção civil em métodos da construção seca (como a instalação de drywall) em esforço que, segundo a companhia, mira reduzir o gargalo de mão de obra no setor e aumentar a qualificação do profissional do segmento.
Segundo estimativa da empresa, a construção civil brasileira soma 3 milhões de vagas formais e enfrenta déficit de profissionais qualificados para as exigências do mercado. A renda média do trabalhador do setor é de dois salários mínimos.
A empresa ampliou a parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), iniciada em 2005, e lançou a plataforma digital gratuita Parceiro Saint-Gobain. A empresa capacita cerca de 2.500 profissionais por ano por meio dessas e de outras iniciativas, entre elas o Placo Ensina, programa da divisão Placo, e o Reforma, voltado à formação de mulheres montadoras de drywall.
Gustavo Siqueira, diretor de RH e RP (Recursos Humanos e Relações Públicas) da Saint-Gobain, aponta três fatores para a falta de mão de obra no segmento .
Primeiro, a construção tradicional exige esforço físico intenso e ocorre em ambiente insalubre, o que reduz o interesse de trabalhadores mais jovens em comparação com alternativas como o transporte por aplicativo.
Segundo, o mercado brasileiro ainda desconhece métodos de construção leve como o drywall —o país usa 10 vezes menos gesso que Estados Unidos, França e Japão, e consome 1 metro quadrado de gesso por habitante, ante 12 metros quadrados nos Estados Unidos. Terceiro, a informalidade do setor tradicional dispensa qualificação, o que limita o potencial de remuneração dos profissionais.
O diretor não menciona a baixa remuneração da mão de obra como fator relevante para o suposto menor interesse das novas gerações pelo segmento.
Segundo Siqueira, a construção leve demanda qualificação maior e paga mais que a construção tradicional e, por isso, a qualificação seria um mecanismo para aumentar o ticket da categoria.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.