25º feminicídio: não basta prender depois que uma mulher morre
Mato Grosso do Sul chegou ao 25º feminicídio do ano.
É um número que deveria provocar muito mais do que indignação.
Deveria provocar uma reação urgente do Estado e da sociedade.
A vítima mais recente foi encontrada morta pela própria mãe e o ex-companheiro foi preso suspeito de esganá-la ou estrangulá-la.
O filho do casal, um menino de 3 anos autista, provavelmente presenciou o assassinato da própria mãe.
É difícil imaginar violência maior.
Mas é preciso tomar cuidado para que a repetição dessas tragédias não transforme o absurdo em rotina.
Não podemos simplesmente contar mulheres mortas, prender os assassinos, divulgar estatísticas e esperar pela próxima vítima.
Feminicídio não pode ser tratado apenas depois que acontece.
A prisão do assassino é necessária.
A investigação rigorosa é indispensável.
A condenação é obrigação do sistema de Justiça.
Mas tudo isso ocorre quando uma mulher já está morta, uma família destruída e, neste caso, uma criança condenada a carregar uma lembrança brutal pelo resto da vida.
O grande desafio é chegar antes.
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