Detentos usam visita irregular para colocar arma em cadeia e planejar fuga em SP
Um revólver calibre 38 ingressou na Cadeia Pública de Carapicuíba, na Grande São Paulo, durante uma visita íntima irregular mediante o pagamento de R$ 300 aos agentes responsáveis, com o objetivo de financiar a fuga de presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A apuração do caso foi divulgada pelo jornalista Alfredo Henrique, no portal Metrópoles, com confirmação da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. A estrutura carcerária compartilha o prédio com o 1º Distrito Policial do município, o que motivou a abertura de um procedimento pela Corregedoria da Polícia Civil.
Em depoimento prestado às autoridades regionais, o detento Júlio Cesar Moura Batista declarou que a entrada da armamento ocorreu por intermediação de outro custodiado.
A mulher responsável pelo transporte ingressou no local com o revólver oculto sem ser detectada pelos inspetores. A intenção do grupo criminoso era realizar o resgate durante o fim de semana.
Outro investigado, Lucas Soares de Lima, apontou Ozimael Fonseca Pontes como o articulador principal da fuga. O homem teria utilizado um aparelho celular dentro da unidade para solicitar o resgate à facção e organizar o recebimento do armamento.
A Polícia Civil solicitou reforço da Guarda Civil Municipal para o monitoramento externo do prédio após receber informações sobre o risco de ataque aos agentes do plantão durante o período noturno.
Os relatos colhidos pela investigação indicam que o grupo planejava render o funcionário responsável pelas celas e os policiais civis de plantão antes de acessar um veículo posicionado nas proximidades.
Entre os envolvidos no plano de fuga, Lucas Soares de Lima responde por suspeita de participação no latrocínio do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, atraído para uma emboscada no município.
Os seis detentos identificados na ação foram autuados em novo flagrante delito. O caso foi remetido ao núcleo corregedor da Delegacia Seccional de Carapicuíba para apuração de eventual ilícito funcional na concessão da visita.
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