Morte de empresário e duas filhas: carreta envolvida em acidente na BR-414 não tinha autorização para trafegar à noite, diz polícia
Motorista e dono de carreta podem ser indiciados por morte de pai e filhas A carreta envolvida no acidente que matou o empresário Wilker Renato Almeida da Silva, de 29 anos, e as filhas Alana Almeida Gomes, de 8, e Alice Almeida Gomes, de 4, na BR-414, em Cocalzinho de Goiás, não tinha autorização para trafegar pela rodovia no horário da batida, segundo a Polícia Civil.
O acidente aconteceu por volta das 22h de sexta-feira (21).
Segundo o delegado responsável pela investigação, Carlos Alfama, o motorista da carreta já foi interrogado e deve ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
O proprietário do veículo também deve ser indiciado pelo mesmo crime, porque, de acordo com a polícia, teria determinado que o funcionário fizesse o transporte no período em que a carreta não poderia circular pela rodovia.
Como os nomes do motorista e do proprietário da carreta não foram divulgados, o g1 não conseguiu localizar as defesas.
De acordo com a investigação, o veículo tinha nove eixos e havia sido carregado por volta das 21h.
A polícia afirma que o proprietário pediu ao motorista que realizasse o transporte naquele horário por um percurso de cerca de 30 km.
Wilker Renato Almeida da Silva, de 29 anos, morreu após acidente com as duas filhas, em Goiás Reprodução/Instagram de Bless Me Jeans | Divulgação/PRF Ultrapassagem em local proibido A Polícia Civil afirma ainda que o motorista fez uma ultrapassagem em local proibido antes de bater de frente com a caminhonete onde estavam Wilker e as duas filhas.
O motorista negou ter feito a manobra, mas, segundo o delegado, uma testemunha que seguia atrás da carreta e a perícia realizada no local confirmam a ultrapassagem.
“Os dois foram imprudentes.
O dono do caminhão porque deu a ordem para o motorista trafegar em horário proibido, e o motorista aceitou essa ordem ilegal e ultrapassou em local proibido”, afirmou o delegado.
Após o acidente, o motorista deixou o local antes da chegada das equipes de atendimento.
Segundo a PRF, por causa da fuga, inicialmente não foi possível identificá-lo nem submetê-lo ao teste do bafômetro.
À Polícia Civil, o motorista afirmou que saiu do local por medo de ser agredido por familiares das vítimas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Goiás.