Brasileiros respiram mal, mas não sabem possíveis origens dos sintomas, diz pesquisa
Tosse, falta de ar, nariz entupido e outros desconfortos respiratórios fizeram parte da rotina de 92% dos brasileiros nos últimos 12 meses.
O dado é de uma pesquisa realizada pelo Datafolha, em parceria com a biofarmacêutica GSK, que ouviu cerca de 2 mil pessoas com 16 ou mais em 137 municípios de todas as regiões do país.
O levantamento, porém, encontrou um contraste: embora os sintomas sejam frequentes, doenças que podem estar relacionadas a eles ainda são pouco conhecidas.
Um dos principais problemas apontados pelo levantamento é a tendência de considerar determinados sintomas como parte normal da vida.
Para 62% dos entrevistados, tosse ou falta de ar só precisam ser avaliados por um médico quando começam a atrapalhar as atividades do dia a dia.
Outros 57% concordam que é normal sentir falta de ar conforme a pessoa envelhece.
A mesma porcentagem de pessoas considera a tosse frequente um efeito normal do tabagismo.
Além da etapa com a população geral, o estudo ouviu 213 pacientes diagnosticados com asma, DPOC ou polipose nasal nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.
Essa segunda amostra foi intencional e, portanto, seus resultados não podem ser generalizados para todos os pacientes brasileiros.
Quando os sintomas viram parte da rotina Mas o que está por trás, afinal, da dificuldade para respirar? A idade não deveria ser uma justificativa por trás disso.
“Não é normal ter falta de ar quando você envelhece”, afirmou o pneumologista José Eduardo Delfini Cançado, professor de Pneumologia da Santa Casa de São Paulo, durante evento da biofarmacêutica GSK, que aconteceu na última terça-feira (25) em São Paulo (SP), em que os resultados foram apresentados.
Segundo o especialista, embora a capacidade pulmonar diminua naturalmente com o envelhecimento, isso não significa que uma falta de ar persistente deva ser simplesmente atribuída à idade.
José Eduardo Delfini Cançado, médico pneumologista, durante evento em São Paulo Sarah Macedo Quando os sintomas aparecem, a busca por ajuda também pode demorar.
Entre os brasileiros que relataram algum sintoma respiratório, 27% disseram que costumam usar medicamentos por conta própria e outros 23% preferem esperar para ver se o problema melhora sozinho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.